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Caso de soldado morta: tenente-coronel vai para a reserva enquanto responde a processos

  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura
Caso de soldado morta: tenente-coronel vai para a reserva enquanto responde a processos
Divulgação/PM oficializa aposentadoria de militar investigado por morte de esposa soldado
PM de São Paulo transfere para a reserva oficial acusado de feminicídio de soldado.

A Polícia Militar de São Paulo publicou o despacho que oficializa a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob acusação de feminicídio contra a soldado Gisele Alves Santana e fraude processual. Na estrutura militar, a medida equivale à aposentadoria.

Embora a decisão já tivesse sido anunciada anteriormente em portaria, a publicação oficial ocorreu apenas nesta terça-feira (9), no Diário Oficial do Estado de São Paulo, com assinatura do diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior.

Com o ato, o oficial acusado de assassinato foi formalmente transferido para a reserva da corporação. A medida gerou críticas por parte da defesa da família da vítima.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o advogado Miguel José da Silva Júnior afirmou ter se surpreendido com a “celeridade da PM em aposentá-lo”, alegando que a decisão representaria um possível privilégio ao acusado.

Segundo o advogado, a medida não impede a continuidade dos procedimentos disciplinares. “Essa aposentadoria não vai barrar o Conselho de Justificação, que vai demiti-lo. Nós temos convicção disso. Por outro lado, não é justo que esse cidadão, que cometeu um crime tão bárbaro, continue recebendo valores à custa da população”, declarou.

Gisele era casada com o tenente-coronel e foi encontrada morta com um disparo na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal residia, na capital paulista. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas posteriormente passou a ser tratado como morte suspeita.

Laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram marcas de agressão incompatíveis com suicídio, e a família contesta a versão inicial desde o início das investigações.

Em nota, a Polícia Militar informou que a transferência para a reserva ocorreu conforme a legislação vigente e não impede eventual responsabilização penal ou disciplinar. A corporação destacou ainda que o vínculo financeiro do oficial passa a ser administrado pela São Paulo Previdência (SPPrev) e que eventual perda de remuneração depende de decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar.

A PM acrescentou que o Inquérito Policial Militar foi concluído e encaminhado à Justiça, assim como o inquérito da Polícia Civil, e que o Conselho de Justificação segue em andamento de forma independente do processo criminal.
Fonte:AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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