Casos de doenças hídricas disparam em Minas e acendem alerta nas unidades de saúde
gazetadevarginhasi
28 de jul. de 2025
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Divulgação
Saúde de Minas reforça prevenção contra doenças transmitidas por água e alimentos.
A adoção de práticas simples de higiene continua sendo a principal estratégia para prevenir as Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) em Minas Gerais. Nesse cenário, o trabalho conjunto entre a Vigilância Epidemiológica e a Atenção Primária à Saúde tem papel essencial na proteção da população, conforme destaca a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
Segundo a pasta, a atuação das equipes de saúde vai além do atendimento clínico, abrangendo ações de promoção da saúde, análise de risco e respostas rápidas frente a possíveis surtos. A orientação é reforçada por João Pedro Evangelista, referência técnica da SES-MG no Programa de Vigilância das DDA e DTHA, que alerta para a importância dos cuidados cotidianos.
“As medidas mais simples são as mais eficazes. Lavar bem as mãos, consumir água tratada, cozinhar adequadamente os alimentos, armazená-los na temperatura correta e higienizar frutas e verduras fazem toda a diferença para evitar essas doenças”, enfatiza João Pedro.
Números em alta preocupam autoridades de saúde
Dados da SES-MG revelam que, somente em 2025, já foram registrados 386.447 casos de DDA nas unidades de saúde monitoradas em todo o estado. Em 2024, foram notificados 822.036 casos. As DDAs, causadas por vírus, bactérias ou parasitas, se manifestam com evacuações frequentes e líquidas por até 14 dias, exigindo atenção especial em crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60, mais vulneráveis à desidratação.
Já as DTHAs, provocadas pelo consumo de água ou alimentos contaminados por microrganismos ou toxinas, somaram 1.667 casos em 2023. Em 2024, até o momento, já foram notificados 5.823 casos. Esses registros se concentram em locais com falhas na produção e conservação de alimentos, geralmente em áreas de alta densidade populacional ou onde há dificuldade de acesso à água potável.
Tratamento e sinais de alerta
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza atendimento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em hospitais da rede pública. O tratamento baseia-se na hidratação com líquidos como água, sucos e chás, além do uso do soro de reidratação oral (SRO). Casos mais graves podem exigir internação hospitalar para reposição intravenosa de líquidos e controle de complicações.
João Pedro destaca a necessidade de atenção aos sinais de agravamento. “É preciso oferecer líquidos com frequência e estar atento a sinais como boca seca, sonolência, tontura e olhos fundos. Ao menor agravamento dos sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde”, orienta.
Atuação regionalizada da SES-MG
A SES-MG também realiza ações de prevenção e promoção da saúde em parceria com os municípios, com foco em capacitação de profissionais, apoio técnico e distribuição de materiais educativos. As estratégias são intensificadas em regiões de maior vulnerabilidade social, como os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, o Norte de Minas, o Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Além disso, a secretaria orienta os municípios sobre protocolos clínicos, coleta de amostras e notificações. A notificação de casos é considerada fundamental para detectar surtos, investigar fontes de contaminação, aplicar medidas de controle e orientar políticas públicas de saúde mais eficazes.
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