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Casos de vírus sincicial respiratório diminuem no Brasil com avanço da vacinação, aponta Fiocruz

  • 17 de jul.
  • 2 min de leitura
Casos de vírus sincicial respiratório diminuem no Brasil com avanço da vacinação, aponta Fiocruz
Divulgação/Boletim InfoGripe mostra redução das internações por VSR, principal causador da bronquiolite em crianças pequenas. Minas Gerais está entre os estados que ainda apresentam cenário de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), um dos principais responsáveis pela bronquiolite em crianças de até 2 anos, apresentam queda em grande parte do Brasil, segundo o Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com o levantamento, a redução das hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças pequenas está diretamente relacionada à diminuição dos casos graves provocados pelo VSR. Um dos fatores apontados para esse cenário é o aumento da vacinação contra a Influenza e a ampliação da proteção contra vírus respiratórios.

Apesar da melhora nos indicadores nacionais, alguns estados ainda apresentam situação de atenção. Segundo a Fiocruz, cinco das 27 unidades da Federação registram incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento a longo prazo: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Entre crianças de até 4 anos, a queda dos casos graves é explicada principalmente pela redução das infecções por VSR. Já entre jovens, adultos e idosos, a diminuição das internações está associada principalmente à redução dos casos graves causados pela Influenza A.

No grupo de crianças entre 5 e 14 anos, a melhora dos indicadores está relacionada principalmente à queda das hospitalizações por rinovírus.

Cuidados continuam sendo recomendados
A Fiocruz reforça a importância da manutenção de medidas preventivas para reduzir a circulação dos vírus respiratórios. Entre as orientações estão:
  • Lavar as mãos com frequência;
  • Cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, utilizando o braço ou lenço descartável;
  • Evitar contato com outras pessoas em caso de sintomas gripais;
  • Utilizar máscara ao sair de casa quando houver sintomas;
  • Manter a vacinação em dia.

A vacina contra a gripe é indicada para todas as crianças a partir dos 6 meses de idade e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O pediatra Daniel Becker destacou, em publicação nas redes sociais, a importância da oferta de imunizantes pelo SUS contra Influenza e VSR. Segundo ele, o aumento da vacinação está relacionado à redução dos casos graves de bronquiolite.

De acordo com o médico, o número de internações graves e mortes entre bebês teria apresentado queda significativa após a ampliação da oferta da vacina contra o VSR na rede pública.

Cenário da SRAG no país
O levantamento da Fiocruz aponta que, em 2026, já foram notificados 115.203 casos de SRAG no Brasil. Desse total:
  • 60.200 casos (52,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório;
  • 39.743 casos (34,5%) apresentaram resultado negativo;
  • 8.218 casos (7,1%) ainda aguardavam resultado dos exames.

Entre os casos positivos registrados no ano, o VSR aparece como o vírus mais identificado, representando 40,2% das ocorrências, seguido pelo rinovírus (30,2%), influenza A (20,8%), influenza B (4,5%) e Sars-CoV-2, causador da Covid-19 (4,5%).

O boletim destaca ainda que a maior incidência de SRAG continua concentrada entre crianças pequenas, especialmente aquelas com até 2 anos, enquanto a maior mortalidade ocorre entre pessoas com 65 anos ou mais, grupo em que a Influenza A permanece como uma das principais causas de agravamento.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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