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Cemig substitui transformadores antigos por novos modelos sustentáveis de óleo

  • há 20 minutos
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Quem observa a paisagem urbana de Minas Gerais tem notado uma mudança sutil, mas significativa, nos postes de iluminação: o surgimento de transformadores na cor verde. Diferente do que se possa imaginar, a escolha cromática vai além da estética e sinaliza uma evolução tecnológica e ambiental no sistema de distribuição de energia.
A Cemig vem consolidando a substituição dos antigos equipamentos por unidades que utilizam óleo isolante de origem vegetal, um fluido renovável e biodegradável que substitui o tradicional óleo mineral derivado do petróleo. Com um investimento recente de R$ 165 milhões para a aquisição de 17.200 novas unidades, a companhia estabeleceu como padrão que todas as novas instalações e substituições de manutenção sigam este modelo sustentável. A transição para os equipamentos verdes traz benefícios que superam a questão ecológica. De acordo com Pablo Senna Oliveira, engenheiro de Gestão de Ativos da Distribuição da Cemig, o óleo vegetal oferece maior estabilidade térmica e capacidade de refrigeração superior à do mineral. Um dos pontos cruciais para a segurança pública é o elevado ponto de fulgor do fluido vegetal, que ultrapassa os 300°C. Como essa temperatura é o limite mínimo para que o líquido libere vapores inflamáveis, o risco de incêndio é drasticamente reduzido quando comparado aos modelos convencionais, cujo ponto de fulgor oscila entre 140°C e 160°C. Essa característica torna os transformadores verdes ideais para áreas de grande circulação de pessoas, centros urbanos densos e áreas industriais.
A modernização da rede elétrica mineira não se limita apenas aos transformadores. A concessionária também iniciou testes com os chamados "Cabos Green", fabricados com polietileno vegetal extraído da cana-de-açúcar. Essa tecnologia já foi implementada em trechos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, substituindo redes nuas por materiais menos agressivos ao meio ambiente. Paralelamente, a empresa introduziu os transformadores SmartGreen, que integram a base sustentável a sistemas de autorregulação de tensão, garantindo que a energia chegue às residências e comércios com maior estabilidade e qualidade técnica. Essas inovações reforçam o posicionamento estratégico da Cemig em direção às práticas de governança ambiental, social e corporativa (ESG). Ao adotar tecnologias que minimizam o impacto ambiental em caso de vazamentos e aumentam a segurança operacional da rede, a companhia reafirma sua liderança no setor elétrico. Vale destacar que a empresa permanece como a única do setor fora do continente europeu a integrar o prestigiado Índice Dow Jones de Sustentabilidade e é signatária do movimento Net Zero da Organização das Nações Unidas (ONU), mantendo o compromisso de avançar rumo a uma operação mais limpa e segura para os consumidores mineiros.

Gazeta de Varginha

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