Centro da Uemg amplia pesquisas, investimentos e atendimento à população no combate às doenças crônicas em Divinópolis
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O Centro Multiusuário de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do Centro-Oeste, no campus Divinópolis da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), desenvolve pesquisas e oferece tratamento e orientação à população, com foco em doenças como diabetes, hipertensão arterial e obesidade. As atividades já receberam mais de R$ 5,4 milhões em investimentos do Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG). Os recursos foram aplicados na compra de equipamentos, bolsas e fortalecimento das pesquisas.
Além da produção científica, o Centro presta assistência direta à comunidade. Entre os estudos, destaca-se uma pesquisa sobre obesidade, voltada à compreensão de fatores genéticos e ambientais ligados às doenças metabólicas. O presidente da Fapemig, Carlos Arruda, ressalta a relevância do trabalho. "Os estudos desenvolvidos cumprem papel relevante e a Fapemig fica honrada em participar desta história por meio do financiamento para compra equipamentos, concessão de bolsas, entre outros, que, a longo prazo, garantem a continuidade de todo o esforço de pesquisa", afirma. A superintendente de Pesquisa e Tecnologia da Sede-MG, Ana Carolina Lima Ferreira, também destaca os impactos. "Investimentos como esses impulsionam a produção científica, o empreendedorismo de base tecnológica e a qualificação de mão de obra no estado", pontua.
As doenças crônicas são a principal causa de morte no mundo, incluindo doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer, diabetes e condições mentais. Dados do Vigitel mostram que, entre 2006 e 2024, a hipertensão cresceu 31% entre adultos brasileiros, enquanto a obesidade aumentou 118%.
Uma das pesquisas mais recentes, com investimento de R$ 1,6 milhão, investiga a influência de fatores genéticos e ambientais na obesidade, analisando aspectos clínicos, físicos, epigenéticos e a qualidade do sono. A coordenadora Camila Brandão explica que a obesidade é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e socioambientais, como alimentação inadequada e sedentarismo. "A ideia é traçar o perfil clínico dessa população e, a partir dessa medida, pensar proposições de análises mais específicas e auxílio de tratamento para essas populações", afirma. A empresária Michele Gonçalves relata melhora na qualidade de vida após aderir às orientações. "Passei a entender que o exercício físico não era uma opção e, sim, uma necessidade", conta. Criado em 2024, o Centro reúne seis laboratórios integrados, com estudos que vão de análises genéticas à psicologia do sono. A estrutura foi viabilizada por chamada da Fapemig em 2023, com R$ 3,8 milhões para implantação e equipamentos.
Segundo a coordenação, investir em prevenção é essencial para reduzir custos no sistema de saúde. "Quando trabalhamos com a prevenção dessas doenças crônicas, conseguimos reduzir o gasto de saúde pública, pois o tratamento de uma doença crônica, a longo prazo, é elevado", conclui Camila Brandão.
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