Cepa rara de hantavírus com transmissão entre pessoas é detectada em passageiros de navio
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Autoridades de saúde confirmaram que a cepa de hantavírus identificada em passageiros de um navio de cruzeiro é a variante andina, considerada a única conhecida capaz de transmissão entre humanos. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde da África do Sul durante apresentação a uma comissão parlamentar, com base em testes realizados em um passageiro retirado da embarcação.
De acordo com o ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi, os exames iniciais indicaram que se trata, de fato, da cepa andina, destacando que entre as 38 variantes conhecidas do vírus, essa é a única com capacidade de transmissão de pessoa para pessoa.
O surto está associado ao navio de cruzeiro MV Hondius, que se tornou foco de casos da doença. A embarcação transporta 88 passageiros e 59 tripulantes, de 23 nacionalidades. Entre os casos registrados, dois passageiros foram transferidos para Joanesburgo, sendo que um morreu e o outro permanece hospitalizado.
Além disso, um outro passageiro foi internado em Zurique, na Suíça, após testar positivo para hantavírus. Segundo o Ministério da Saúde suíço, o paciente procurou atendimento após apresentar sintomas e foi imediatamente colocado em isolamento. Sua esposa, mesmo sem sintomas, também foi isolada por precaução.
As autoridades suíças informaram que o homem havia viajado recentemente à América do Sul e esteve a bordo do cruzeiro onde diversos casos foram registrados. O ministério também destacou que a variante americana do vírus pode ser transmitida entre pessoas, diferentemente das variantes europeias, embora essa forma de transmissão seja considerada rara e associada a contato próximo.
O cruzeiro partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, com destino ao arquipélago de Cabo Verde. Desde então, a embarcação permanece ancorada nas proximidades da capital cabo-verdiana. Segundo a Organização Mundial da Saúde, três pessoas que estavam a bordo morreram, sendo um casal holandês e uma mulher alemã.
Após anúncio de que o navio poderia seguir para um porto espanhol, o governo regional das Ilhas Canárias manifestou oposição ao atracamento da embarcação em Tenerife. A decisão ocorreu depois de o Ministério da Saúde da Espanha informar que o navio pretendia ancorar na região.