Cesta básica tem leve queda e mantém estabilidade em Varginha no início de fevereiro
gazetadevarginhasi
há 3 minutos
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Após a elevação observada no mês de janeiro, o Índice da Cesta Básica em Varginha apresentou estabilidade no início de fevereiro, com uma leve queda de -0,32% em relação ao mês anterior. O resultado indica um comportamento mais equilibrado dos preços neste começo de mês, mesmo diante de reajustes pontuais em alguns itens essenciais. Entre os produtos que registraram maior elevação estão o tomate, a carne bovina e o feijão carioquinha. Por outro lado, as reduções mais expressivas foram verificadas nos preços da batata, banana, óleo de soja e leite integral, o que contribuiu diretamente para conter uma nova alta do índice.
Na comparação com o valor da cesta básica registrado em fevereiro de 2025, o levantamento aponta uma alta acumulada de 0,78%, evidenciando que, apesar da estabilidade recente, ainda há um avanço moderado nos preços ao longo do período analisado.
A pesquisa é realizada pelo Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS – Campus Carmo de Minas), por meio do Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Unis (NEPI) e o GEESUL. O estudo considera os preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos, coletados sempre na primeira semana de cada mês nos principais supermercados da cidade de Varginha.
De acordo com os dados levantados na primeira semana de fevereiro, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos necessária para o sustento de uma pessoa adulta no município foi de R$ 668,80. Esse valor corresponde a 44,60% do salário mínimo líquido, já descontado o INSS e considerando o reajuste em vigor neste ano. Com isso, o trabalhador que recebe um salário mínimo precisa comprometer cerca de 90 horas e 46 minutos de sua jornada mensal apenas para adquirir os itens básicos de alimentação.
O estudo também chama a atenção para os impactos sociais do custo da cesta básica. Considerando a linha de corte da renda mensal per capita das pessoas em situação de extrema pobreza, fixada em R$ 218,00, o valor da cesta está 3,07 vezes acima desse patamar, o que evidencia os desafios enfrentados por essa parcela da população em relação à segurança alimentar.
Entre janeiro e fevereiro, dos 13 produtos pesquisados, quatro apresentaram aumento nos preços médios: tomate (15,99%), carne bovina (2,75%), feijão carioquinha (2,50%) e farinha de trigo (1,36%). Ainda assim, a previsão divulgada no relatório anterior, que apontava para a possibilidade de estabilidade no valor da cesta básica no início de fevereiro, se confirmou.
Segundo o levantamento, a melhoria na oferta de produtos como batata e banana, aliada ao recuo nos preços do óleo de soja, leite integral e café em pó, foi fundamental para o resultado observado no período. Para o curto prazo, o comportamento do índice seguirá diretamente ligado ao avanço das colheitas de itens importantes, como hortifrutigranjeiros, soja e arroz, o que pode favorecer a manutenção da estabilidade ou até mesmo uma queda no valor da cesta.
No entanto, o relatório destaca que fatores climáticos, como o excesso de chuvas, podem atrasar esse processo e reduzir a oferta de determinados produtos no mercado, impactando os preços médios.
Diante desse cenário, a recomendação é que o consumidor esteja atento às oscilações e preparado para diferentes movimentos do mercado.