China aprova primeiro implante cerebral comercial para pessoas com tetraplegia e avança em tecnologia de interface cérebro-computador
7 de ago.
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A China aprovou o primeiro implante cerebral destinado ao uso comercial para pessoas com tetraplegia, em um avanço considerado histórico para a área de interfaces cérebro-computador. O dispositivo foi desenvolvido para auxiliar pacientes com paralisia causada por lesões na medula espinhal e permite que sinais cerebrais sejam convertidos em comandos para equipamentos externos.
O sistema aprovado, chamado NEO, utiliza uma interface cérebro-computador (BCI, na sigla em inglês) para captar a atividade neural e transformar esses sinais em ações. A tecnologia foi criada pela empresa chinesa Neuracle Medical Technology e recebeu autorização da Administração Nacional de Produtos Médicos da China (NMPA), tornando o país o primeiro a liberar comercialmente um implante cerebral desse tipo.
O implante foi projetado para pacientes com lesões na região cervical da medula espinhal que provocaram perda parcial dos movimentos. A tecnologia permite que os usuários controlem uma luva robótica por meio de sinais cerebrais, possibilitando a realização de movimentos como segurar objetos e executar tarefas simples com as mãos.
Segundo informações sobre o dispositivo, os candidatos ao tratamento devem atender a critérios específicos, incluindo faixa etária e condições clínicas relacionadas ao tipo de lesão. O objetivo do implante é recuperar parte da autonomia dos pacientes, permitindo que comandos gerados pela atividade cerebral sejam usados para controlar dispositivos de assistência.
A aprovação representa um avanço na disputa pelo desenvolvimento de tecnologias de interface cérebro-computador, setor que também tem projetos em andamento em outros países. Empresas e centros de pesquisa vêm estudando formas de usar sinais do cérebro para auxiliar pessoas com limitações motoras, comunicação e controle de equipamentos.
O desenvolvimento do implante faz parte de uma estratégia chinesa de ampliar pesquisas e aplicações comerciais em neurotecnologia. O país tem colocado as interfaces cérebro-computador entre as áreas consideradas estratégicas para inovação tecnológica, com investimentos em pesquisas e desenvolvimento de novos dispositivos médicos.
Com a autorização para uso comercial, a tecnologia deixa de ficar restrita ao ambiente de testes clínicos e passa a ser direcionada para aplicação médica em pacientes selecionados. A expectativa é que novos avanços ampliem as possibilidades de uso dessas interfaces para pessoas com diferentes tipos de limitações neurológicas.
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