China lança missão espacial histórica e planeja manter astronauta um ano no espaço
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A China lançou neste domingo (24) a missão espacial Shenzhou-23, considerada estratégica para os planos do país de ampliar sua presença no espaço e avançar em futuras missões tripuladas à Lua.
O foguete Longa Marcha 2F decolou do centro de lançamento de Jiuquan, localizado no Deserto de Gobi, levando a nave Shenzhou e três astronautas em direção à estação espacial chinesa Tiangong, conhecida como “Palácio Celestial”.
A missão marca também o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong. O integrante da tripulação Li Jiaying, de 43 anos, ex-policial, participa da missão ao lado do comandante Zhu Yangzhu, engenheiro aeroespacial, e do ex-piloto militar Zhang Zhiyuan.
Um dos principais objetivos da missão será manter um astronauta em órbita durante um ano completo, permitindo que cientistas estudem os efeitos prolongados da microgravidade no corpo humano. A experiência é considerada importante para futuras missões tripuladas à Lua e até mesmo a Marte.
Especialistas apontam que os maiores desafios desse tipo de permanência prolongada no espaço envolvem perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição à radiação, alterações no sono e desgaste psicológico.
Além das pesquisas médicas, a missão também prevê experimentos em áreas como física de fluidos, ciência dos materiais e sistemas de reciclagem de água e ar.
Nos últimos anos, a China intensificou os investimentos no programa espacial e ampliou sua disputa tecnológica com os Estados Unidos, que lideram o programa Artemis de retorno à Lua.
Pequim também pretende lançar ainda neste ano um voo de teste da nave Mengzhou, projetada para substituir a atual cápsula Shenzhou em futuras missões lunares tripuladas.
O país planeja ainda construir até 2035 o primeiro módulo de uma base científica permanente na Lua, chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar.
A China acumula avanços importantes na corrida espacial recente, incluindo o pouso de uma sonda no lado oculto da Lua em 2019 e o envio de um robô para Marte em 2021.
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