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Chuva intensa provoca desabamentos, soterramentos e mobiliza equipes de resgate em diversos bairros de Juiz de Fora; moradores vivem momentos de tensão e risco

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A forte chuva que atingiu Juiz de Fora na noite de segunda-feira (23) e avançou pela madrugada da última terça (24) deixou um rastro de destruição em diferentes regiões do município. O volume acumulado, que chegou a 180 milímetros em alguns pontos, resultou em desabamentos de imóveis, deslizamentos de terra e mobilização de diversas equipes de resgate.
No bairro Paineiras, na região Central, a queda de um barranco atingiu o primeiro pavimento de um prédio e duas residências localizadas na Rua Engenheiro Murilo Miranda de Andrade. Pelo menos 15 moradores ficaram presos nas edificações atingidas, e duas pessoas chegaram a ser soterradas. “Algumas pessoas conseguiram sair por outro lado, onde há um prédio grande de quatro ou cinco andares. Quinze pessoas estavam no último andar. A princípio, um casal ficou soterrado. A esposa já conseguiu sair e não temos notícias do esposo”, explicou o sargento Oliveira.
Ao Diário do Estado, a moradora Ludmila Mancini Alcântara relatou os momentos de tensão vividos durante o deslizamento.
“Escutamos um estrondo muito alto. Quando fomos ver, havia muita terra descendo. Subimos para o terraço e veio um deslizamento muito forte. Conseguimos passar para um prédio vizinho até a chegada do resgate dos bombeiros”, contou.
Outra ocorrência grave foi registrada no bairro JK, na Rua Francisco Gonzalo de Faria, onde a Defesa Civil confirmou o desmoronamento de uma edificação. Moradores vizinhos relataram ter ouvido estalos antes de um forte estrondo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e equipes de salvamento, inclusive com cães farejadores, atuam na área em busca de possíveis vítimas. De acordo com a Prefeitura, há pelo menos seis registros de soterramentos nos bairros Cerâmica, Esplanada, Três Moinhos, Santa Rita e Parque Burnier. As ocorrências são tratadas como graves e há suspeita de vítimas em algumas localidades. Com o solo completamente encharcado e instável, o risco de novos deslizamentos permanece elevado, mesmo onde a chuva perdeu intensidade. A Defesa Civil orienta que moradores de áreas de encosta que identifiquem rachaduras nas paredes, inclinação de postes ou qualquer sinal de movimentação do terreno deixem imediatamente os imóveis e busquem locais seguros.
Nesta segunda-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou o alerta para temporais na região até sexta-feira (27). A previsão indica volumes de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos que podem variar de 60 a 100 km/h.
A instabilidade climática está associada à atuação de uma área de baixa pressão atmosférica no interior do continente, combinada com calor e altos índices de umidade. Paralelamente, a circulação de ventos no oceano contribui para o avanço da umidade sobre o país, favorecendo a formação de temporais e aumentando o risco de novos episódios de chuva intensa.
Diante do cenário, as equipes de resgate seguem mobilizadas em diferentes bairros, enquanto as autoridades monitoram áreas de risco e reforçam os alertas à população. A situação exige atenção redobrada, já que o volume expressivo de chuva acumulado em poucas horas comprometeu a estabilidade do solo e elevou significativamente o perigo de novos desabamentos.
Fonte: Diário do Estado

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Gazeta de Varginha

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