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Chuvas ameaçam qualidade da maior safra de café dos últimos anos no Sul de Minas

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Reprodução
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As chuvas registradas nas últimas semanas passaram a preocupar produtores de café do Sul de Minas justamente no momento mais importante da safra 2026. Em plena colheita, o excesso de umidade vem interrompendo os trabalhos nas lavouras, comprometendo a secagem dos grãos e aumentando o risco de perdas na qualidade do produto, fator que pode impactar diretamente a rentabilidade dos cafeicultores. O cenário ocorre em um ano considerado histórico para a cafeicultura brasileira. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma dor do Centro de Qualidade do Café, consultor de mercado, produtor e comerciante Thiers Pereira Viana, a situação se agravou nas últimas duas semanas. produção superior a 66 milhões de sacas, uma das maiores já registradas no país. No entanto, especialistas alertam que o bom volume de café pode não se refletir integralmente na renda dos produtores caso as condições climáticas continuem prejudicando a colheita. O problema afeta principalmente o Sul de Minas, maior região produtora de café arábica do Brasil, onde predomina a colheita mecanizada. Com o solo encharcado, as máquinas deixam de operar e milhares de propriedades acabam interrompendo os trabalhos à espera de condições mais favoráveis. Segundo o administra"O Sul de Minas realmente chegou a paralisar a colheita. Como a maior parte é mecanizada, a máquina começa a patinar e não consegue trabalhar. Além disso, devido ao grande volume de café nesta safra, muito grão precisa permanecer no terreiro antes de seguir para os secadores. Com a chuva, esse café perde qualidade", explica. Além do atraso na retirada dos grãos, o excesso de umidade dificulta uma das etapas mais importantes da produção: a secagem. Com o café permanecendo mais tempo nos terreiros, aumenta o risco de fermentação indesejada e do surgimento de defeitos que reduzem o valor comercial da bebida. "Teve momentos em que o produtor colocava o café no terreiro e nem conseguia enxugar o mel do café. O grão fica mais tempo exposto, perde coloração e alguns lotes chegam a apresentar bebida riada ou até rio, comprometendo significativamente a qualidade", afirma Viana.

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Gazeta de Varginha

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