Chuvas torrenciais e ventos aumentam à medida que Edouard avança; governador mobiliza mais de 1,5 mil equipes
há 22 horas
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Reprodução/ IA
A Tempestade Tropical Edouard segue ganhando força enquanto se aproxima da costa na divisa entre Texas e Louisiana, nos Estados Unidos, e pode atingir intensidade quase de furacão ao tocar terra nesta terça-feira (1º). Pequena em extensão, mas com capacidade de se intensificar rapidamente, o sistema registrou ventos sustentados que saltaram de 64 km/h para cerca de 80 km/h nas primeiras horas da manhã.
O Centro Nacional de Furacões alerta que o sistema compacto pode se fortalecer de forma expressiva antes de atingir o litoral. Às 11h da manhã, o centro da tempestade situava-se a cerca de 64 km a leste-sudeste de Port Arthur, no Texas, deslocando-se em direção oeste-noroeste a aproximadamente 13 km/h. Espera-se que o contato com o solo ocorra ainda nesta tarde.
O principal perigo é representado por chuvas intensas e inundações. Está em vigor alerta de risco moderado de enchentes que atinge o sudeste do Texas — incluindo a região de Houston — e o sudoeste da Louisiana. A previsão aponta volumes acumulados entre 75 e 150 mm, com picos que podem alcançar de 250 a 380 mm em pontos isolados, podendo provocar enchentes rápidas, especialmente em vias urbanas.
Também há vigência de aviso de elevação do nível do mar, com possibilidade de águas avançando entre 90 cm e 1,5 m sobre áreas normalmente secas entre High Island (Texas) e Cameron (Louisiana). Um alerta de condições de furacão cobre trecho costeiro caso Edouard se intensifique ainda mais antes de tocar terra.
O governador do Texas, Greg Abbott, ativou o Centro de Operações de Emergência e mobilizou mais de 1,5 mil profissionais, além de aeronaves, embarcações de resgate e veículos de deslocamento em águas profundas. Espera-se que a tempestade perca força gradualmente ao avançar sobre o território texano nesta quarta-feira.
A temporada de furacões no Atlântico segue, até aqui, com atividade bem abaixo da média — cerca de 11% do esperado até o fim de agosto. A influência do El Niño, que gera ventos contrários e dispersa sistemas, é apontada como principal causa da calmaria. Ainda assim, meteorologistas lembram que setembro é historicamente o mês de maior atividade e que novos sistemas podem surgir.
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