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Coluna Agenda 21 - 05/07/2024




O plástico nosso de cada dia


Em 1860, o inglês Alexandre Parkes realizou estudos com nitrato de celulose, criando uma resina flexível, impermeável e que podia ser moldada. Foi chamada de “parkesina”. Em 1870, o americano John Wesley Hyatt aprimorou a celuloide, tornando-a resistente. Em 1909 o belga Leo Baekeland criou a baquelite, o primeiro plástico totalmente sintético. Em 1930, o poliestireno foi desenvolvido, sendo comercializado na Alemanha. No Brasil, sua produção começou em 1949 com a empresa Bakon S.A, inaugurada em São Paulo.

Composto por resinas derivadas do petróleo, o plástico pertence ao grupo dos polímeros e tem a importante característica de se manter na forma em que foi moldado. A palavra plástico tem origem grega e significa “aquilo que pode ser modelado”. A partir de 1945, em todo o mundo, o plástico foi substituindo outros materiais, como aço e vidro. Seu uso foi se diversificando, assim como sua composição, criando vários tipos do material, adequando-os aos mais diversos usos. Muita coisa foi possível por causa do plástico.

Acontece que extrapolamos o limite de seu uso e chegamos ao excesso que vemos hoje em dia, com montanhas de plásticos descartados diariamente. O que fazer? Como minimizar esses exageros? A resposta, você vai dizer, é a reciclagem.

Mas você sabia que não é todo plástico que pode ser reciclado? Alguns não têm reciclabilidade, outros, embora tenham essa possibilidade, não são economicamente viáveis, o que, na prática, significa que seu destino é o aterro sanitário também.

Quando compramos qualquer coisa feita ou embalada com plástico, podemos verificar isso, procurando o número que está em algum cantinho do produto ou embalagem, cercado por um triângulo de setas. Esse número indica se o plástico é ou não reciclável. Importante entender que é na loja, no supermercado ou no site da internet que a preocupação com a reciclagem começa.

Aqui uma lista dos tipos de plástico, seu número, sua reciclabilidade e alguns exemplos. Para pregar na geladeira e consultar sempre que formos às compras.
· Plásticos com alta reciclabilidade.
1 – PET (Polietileno (tereftalato) – garrafas de refrigerantes, frascos de produtos de limpeza e de higiene
2 - PEAD (Polietileno de alta densidade) – embalagens de cosméticos, frascos de produtos químicos e de limpeza (opacos) ...
5 - PP (Polipropileno) - Potes e embalagens, embalagens de biscoitos, utilidades domésticas, autopeças
· Plásticos com baixa reciclabilidade.
3 - PVC (Policloreto de vinila) – Frascos de água mineral, tubos e conexões de encanamento, calçados
4 - PBD (Polietileno de baixa densidade) - embalagens de alimentos, sacos de lixo, lonas agrícolas, filmes para embalagem
· Não recicláveis
6 - PS (Poliestireno) - Copos e pratos descartáveis, algumas embalagens de alimentos, revestimento de geladeira, corpo de aparelhos de som e TV ...
7 – Outros – Plásticos especiais, CDs, eletrodomésticos, corpo de computadores...

* Luciane Madrid Cesar
Artigo gentilmente cedido pela autora a título de colaboração com a Agenda 21 Local.


Engº Alencar de Souza Filgueiras

Presidente do Fórum Agenda 21 Local

Presidente do Conselho Fiscal IBAPE-MG

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