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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 10/03/2026

  • 10 de mar.
  • 2 min de leitura
Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo
Com os escândalos brasileiros chegando ao ápice da vergonha,
a mudança para um novo país parece o único caminho

Há momentos na história de um país em que a realidade parece desafiar qualquer lógica. O Brasil vive um desses momentos. A sensação que se espalha entre milhões de brasileiros é a de que o país entrou definitivamente na contramão da ética pública, conduzido por uma elite política que se alimenta do discurso fácil enquanto pratica, nos bastidores, o mais velho dos vícios nacionais: a manipulação da esperança popular.

Durante décadas, o eleitor brasileiro ouviu promessas grandiosas, discursos inflamados sobre justiça social e patriotismo. Líderes políticos se apresentaram como salvadores da pátria, “pais dos pobres”, defensores do povo contra as elites. Mas, ao final de cada ciclo de poder, o que se viu foi a repetição de um roteiro conhecido: gastos irresponsáveis, aparelhamento do Estado, escândalos de corrupção e uma conta fiscal cada vez mais pesada para quem trabalha e paga impostos.

O debate em torno dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de seu grupo político tornou-se um símbolo dessa divisão nacional. Para seus apoiadores, ele representa inclusão social e políticas voltadas aos mais pobres. Para seus críticos, representa um modelo de governo que privilegiou a popularidade imediata, a propaganda oficial e o cálculo eleitoral permanente, muitas vezes à custa do equilíbrio fiscal e da responsabilidade com o futuro do país.

A ruptura desse ciclo ocorreu nas Eleições gerais brasileiras de 2018, quando Jair Bolsonaro surgiu como um fenômeno político inesperado. Para milhões de eleitores, ele simbolizou uma reação contra o sistema político tradicional e contra décadas de práticas que transformaram o poder público em um balcão de interesses. Foi, para muitos, o grito de uma sociedade cansada de escândalos, privilégios e promessas vazias.

Mas o que se seguiu revelou algo ainda mais preocupante: o Brasil parece preso a um espetáculo político permanente, no qual narrativas substituem fatos e disputas ideológicas substituem soluções concretas. Enquanto líderes brigam e militâncias se enfrentam, problemas reais continuam intocados - crescimento econômico frágil, dívida pública crescente, serviços públicos precários e um Estado cada vez mais caro para sustentar.

O que mais espanta não é apenas a repetição dos erros, mas a naturalidade com que parte da classe política parece tratar tudo isso. Escândalos se tornam rotina, discursos contraditórios são aceitos sem constrangimento e a propaganda oficial tenta transformar fracassos em conquistas.

No meio desse teatro político, quem realmente sustenta o país continua sendo o cidadão comum - aquele que trabalha, paga impostos e assiste perplexo ao desfile de promessas que raramente se transformam em reformas estruturais.
Talvez o maior problema do Brasil não seja apenas quem governa, mas o sistema político que permite que os mesmos erros se repitam indefinidamente. Enquanto o país continuar refém de líderes messiânicos, campanhas emocionais e memórias políticas seletivas, a nação seguirá andando em círculos - sempre à espera do próximo salvador da pátria e sempre pagando a conta do último.
Não percamos a esperança no Brasil – tudo mudará para melhor com a ajuda de Deus.


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Gazeta de Varginha

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