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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 08/07/2026

  • há 5 horas
  • 7 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email:Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email:Rs.fernandes@fiemg.com.br

Não aguentou e pediu pra sair?
Foi publicada na semana passada a portaria nº 2.121/2026 onde prefeito Leonardo Ciacci e a diretora-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Varginha - INPREV, concedem o benefício da aposentadoria, com proventos integrais e com as vantagens estabelecidas em Lei, a partir da data, 01.07.2026, à servidora Juliana de Paula Mendonça. Lotada na Secretaria Municipal de Educação - SEDUC, hoje no cargo de Secretária Municipal de Educação, Juliana é originalmente detentora do cargo de Técnico de Nível Superior/Pedagogo, nível E-22. A aposentadoria de Juliana Mendonça chega de forma inesperada, mas conveniente, pois a servidora enfrenta grande desgaste por sua gestão conflituosa na pasta e muito questionada no Legislativo. Não se sabe quem ocupará o cargo de Juliana na Educação, nem mesmo se o prefeito já tem um nome para substituí-la. Mas a aposentadoria abre caminho para uma “saída honrosa para Juliana de Paula”.

Pinga Fogo
A décadas o esqueleto do shopping inacabado nas proximidades do Parque de Exposições assombra os muitos comerciantes que perderam dinheiro no empreendimento. Qual será o destino do imóvel que valoriza mais a cada ano?

O senador Rodrigo Pacheco tem destinado emendas parlamentares a muitos municípios e instituições, como o Hospital Regional de Varginha. Pacheco não é candidato, às pessoas que estão entregando estas emendas são candidatíssimas!

Por onde anda o ex-secretário municipal de Administração Roberto Ribeiro? Após sair da Prefeitura de Varginha com muitos desafetos e participar de decisões importantes, no governo, Ribeiro é cotado para atuar na campanha política de pré-candidato local.


Orçamento 2027: Varginha terá mais de R$1.2 bilhões para gastar! Será mesmo?
Na semana passada os vereadores da Câmara Municipal de Varginha aprovaram, em segundo turno e por unanimidade, o Projeto de Lei nº 34/2026, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da lei orçamentária de 2027. De acordo com o texto, a previsão de receita total para o Município de Varginha para o ano que vem é de R$1.264.180.200,00 bilhão de reais, valor que ganha caráter definitivo somente na próxima discussão orçamentária: a Lei Orçamentária Anual - LOA. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o instrumento que define anualmente as prioridades e metas da administração pública para o exercício seguinte. Ela orienta a elaboração do orçamento, incluindo metas fiscais, limites de despesas e critérios para a alocação dos recursos públicos. Agora, o texto aprovado pelos vereadores segue para a sanção do prefeito de Varginha. Vale ressaltar que o bilionário orçamento municipal foi projetado a partir dos estudos do Executivo sobre o que teria a receber em 2027, mas raramente esta “conta é conferida pelo Legislativo”, mesmo porque, a realidade dos fatos mostra que as contas nunca são exatas, sempre sobra ou falta alguma coisa. O problema é que se o orçamento projetado de 2027 estiver muito além do que realmente o Município vier a arrecadar, o Executivo pode gastar mais do que arrecada e gerar um rombo! Lado outro, se o orçamento projetado estiver menor que o arrecadado em 2027, o Executivo terá uma “sobra de receita que pode ser usada sem o conhecimento/aprovação prévia do Legislativo”. Fato é que, nestes casos de orçamento, pelo que vemos todos os anos, o Legislativo caminha no escuro, sem nenhuma conferência técnica do que lhe é apresentado!

Varginha se prepara para a Feira da Paz
A tradicional Feira da Paz em 2026 acontece em Varginha nos dias 31 de julho a 02 de agosto e promete levar uma multidão ao evento. A distribuição de ingressos para os shows da Feira da Paz em Varginha acontece nos dias 17, 18 e 19 de julho, das 9h às 17h, na Praça Getúlio Vargas. O público poderá retirar as pulseiras de acesso mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível para cada dia de evento. Os alimentos serão doados a entidades filantrópicas da cidade, selecionadas pela Prefeitura de Varginha. O evento terá uma programação de shows dividida em três dias. A abertura acontece na sexta-feira (31/07) com a dupla Matheus & Kauan. No sábado (01/08), a atração principal será o cantor Zé Felipe, e o encerramento do evento ocorre no domingo (02/08) sob o comando do pagodeiro Dilsinho. Cada dia exige uma pulseira específica, obtida estritamente por meio da troca antecipada dos alimentos. O público tem autorização para entrar no recinto portando bebidas em caixas térmicas e coolers, a medida visa dar maior economia a quem for curtir o evento, mas, haverá fiscalização! Por questões de segurança e para evitar acidentes, fica proibido o ingresso com garrafas ou recipientes de vidro. Outra determinação da organização envolve o transporte de gelo, que deve estar obrigatoriamente em embalagem lacrada de fábrica. A abertura desse pacote só será permitida após a vistoria realizada pelas equipes de segurança na portaria principal. Obviamente a Feira da Paz será palco dos muitos candidatos locais a deputado que vão usar o evento para caçar votos, tendo em vista a data da festa. Não será surpresa encontrar muitos dando tapas nas costas e bebendo cerveja com populares. Ao contrário da Feira da Paz que ocorre todo ano, os candidatos “copa do mundo” são vistos a cada quatro anos. Tomara que os eleitores saibam identificar os mesmos!

Varginha se prepara para a Feira da Paz - 02
Uma preocupação constante, não somente da organização da Feira da Paz, mas de qualquer grande evento aberto ao público, é com a Segurança. O planejamento estratégico do evento foi estruturado de forma conjunta com alinhamento da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal e da Secretaria Municipal de Turismo. Além disso, também integraram os debates representantes da Vigilância Sanitária, Vara da Infância e da Juventude de Varginha e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, sem falar na equipe do Departamento Municipal de Trânsito que também precisa estar integrado às ações, visto o grande volume de veículos envolvidos na realização da festa. A Feira da Paz é um evento público, criado e coordenado pela Prefeitura de Varginha, muitas vezes por meio de contratação de empresas privadas. Mas é o Executivo o responsável legal pelo evento, daí a preocupação com a Segurança nos dias de festa. O centro de eventos públicos Mauro Brito, utilizado pela Prefeitura de Varginha para realizar a Feira da Paz, foi pensado para grandes eventos, mas o seu entorno e mesmo as vias para chegar e sair do local podem não suportar o volume de veículos e as muitas pessoas que costumam deslocar caminhando até a Feira da Paz. Não custa lembrar que no Réveillon deste ano, realizado no mesmo local, um jovem foi atropelado por uma caminhonete na rua quando voltava para casa depois das festividades. Logo, será preciso que o Governo fique atento para as principais vias que dão acesso ao local de realização da Feira da Paz, pois ao contrário da festa de Réveillon, muitas pessoas de outras cidades devem vir a Varginha para participar da Feira da Paz.

Obras do Rio Branco: Agora vai?
Nesta semana o Governo municipal trouxe uma importante notícia sobre a demorada construção do Centro de Eventos no antigo Cine Rio Branco, no centro da cidade. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) (depois de muito tempo) teria aprovado mais uma etapa da obra. Por se tratar de um bem tombado, todas as intervenções dependem de rigorosa supervisão técnica, e a prefeitura só pode dar continuidade às etapas seguintes da reforma após a vistoria e autorização expressa do Instituto A última vistoria técnica realizada no dia 24 de junho trouxe a notícia de que os técnicos do IEPHA aprovaram, entre outros pontos, a recuperação da marquise — intervenção considerada crítica, uma vez que a estrutura frontal apresentava sinais avançados de deterioração e corria sério risco de desabamento, colocando em perigo frequentadores e transeuntes. Durante a mesma visita, foram alinhadas as diretrizes para os próximos passos do cronograma, que incluem os projetos elétrico, hidrossanitário e de climatização, essenciais para transformar o espaço em um ambiente adequado para eventos culturais, palestras e atividades educacionais. A notícia é boa, mas convenhamos, a obra está demorando demais e o pagador de impostos precisa saber de quem é a culpa, afinal, isso encarece a obra e priva o cidadão de um espaço necessário na Educação e Cultura da cidade. Se o atraso deve-se ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG), cabe a Prefeitura de Varginha cobrar o órgão público! Afinal, o governador Matheus Simões, do mesmo partido do prefeito Ciacci, esteve na cidade e fez mil promessas, não poderia cobrar competência e eficiência do IEPHA-MG no caso? Uma coisa é certa, o prefeito Ciacci precisa dar nome aos bois para os problemas que enfrenta! Se não divulga as falhas do sistema e de outros governos e órgãos públicos que travam as entregas prometidas, traz para seu governo a responsabilidade pelos erros alheios! Nos corredores do Poder, dizem que Ciacci tem pressa de entregar muitas “obras problemáticas como o Centro de Eventos do Rio Branco e o Mercado do Produtor, mas não vai conseguir cumprir os prazos se não cobrar dos outros poderes e instituições estaduais envolvidas”. O momento é agora!

Cesta básica cai 7,2% em Varginha após quatro meses de alta, aponta pesquisa
O preço da cesta básica voltou a cair em Varginha no início de julho, encerrando uma sequência de quatro meses consecutivos de alta. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS) e pelo Grupo Unis, o índice apresentou redução de 7,20% em relação ao mês de junho. Apesar da queda no valor total da cesta, alguns produtos ficaram mais caros no período. Os principais aumentos foram registrados no açúcar refinado e no leite integral. Em contrapartida, os maiores recuos de preço ocorreram com tomate, feijão carioquinha, batata e banana, contribuindo para a redução do custo final. A pesquisa é realizada mensalmente em parceria do Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEC) e Grupo Unis. O levantamento considera os preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional, coletados na primeira semana de cada mês nos principais supermercados de Varginha. Na primeira semana de julho, o custo médio da cesta básica para um adulto foi de R$729,65. O valor corresponde a 48,66% do salário mínimo líquido, já descontada a contribuição ao INSS. Segundo o estudo, um trabalhador que recebe um salário mínimo precisa dedicar 99 horas e 2 minutos de trabalho para adquirir os alimentos da cesta básica. Mesmo com a redução registrada no mês, o levantamento aponta que, nos últimos 12 meses, a cesta básica acumula alta de 3,42%. O estudo também chama atenção para o impacto do custo dos alimentos sobre a população mais vulnerável. O valor da cesta é 3,35 vezes superior à linha de renda per capita considerada para pessoas em situação de extrema pobreza no Brasil, atualmente fixada em R$218 mensais, evidenciando os desafios relacionados à segurança alimentar e nutricional.

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Gazeta de Varginha

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