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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 10/04/2026

  • há 6 dias
  • 8 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
Time profissional?
A Coluna já disse sobre a ida do diretor geral da Câmara, Lourival Oliveira para o primeiro escalão do Governo Ciacci. A negociação parece já estar definida e o prefeito Ciacci acerta ao trazer, oficialmente, Lourival para o Executivo, que deve ocorrer em breve. O Governo não tem articuladores políticos eficientes no time, além disso, o Governo tem “apanhado no Legislativo” e precisa melhorar seu desempenho na opinião pública. Lourival Oliveira tem muito conhecimento do Legislativo e desta legislatura, sabe o perfil e modo de atuação de cada um dos integrantes do Legislativo, o que pode ser útil para o Executivo para “construir pontes e restabelecer a maioria segura do Governo na casa de leis”. A chegada de Lourival Oliveira no primeiro escalão vai ainda potencializar as chances de diálogo do Governo com diversos setores da sociedade, Lourival é habilidoso e conhece o cenário politico atual. O governo Ciacci enfrenta desgaste, mas pode melhorar o desempenho, se melhorar a equipe, o que parece ser o caso nesta mudança proposta com a chegada esperada de Lourival Oliveira.

Ameaça
O ex-vereador Marquinho da Cooperativa mostrou mais uma “face nada oculta de sua personalidade publicamente questionada”. O primeiro vereador cassado da história de Varginha teria procurado uma vereadora que votou favoravelmente a sua cassação e feito ameaças e pressões. O caso teria sido tão covarde e ameaçador que a vereadora trabalha com a possibilidade de registrar um boletim de ocorrências e tomar medidas judiciais e legislativas contra a ação desesperada do ex-vereador. O caso só mostra como o Legislativo agiu corretamente quando retirou na Câmara alguém com tamanho despreparo moral e ético. Vejam que o tratamento de Marquinho para a vereadora ameaçada foi diferente do tratamento dado a um outro vereador, novato e sereno, foi abordado de forma mais respeitosa. Afinal, se fosse agir na ameaça e covardia com o musculoso vereador, provavelmente teria levado alguns sopapos! Na conversa que Marquinho tratou com o vereador, disse que estava “decepcionado com o Governo e que, se voltasse para o Legislativo, iria integrar a oposição e colocar a cidade em pratos limpos”. Oras, ninguém precisa ser vereador para colaborar com a melhoria da cidade! No caso de Marquinho da Cooperativa, se realmente quer “começar a fazer o bem e trabalhar pela cidade, pode começar agora falando tudo que sabe e ajudou a fazer no período que atuou na Legislativo”. Não precisa esperar “voltar à Câmara para fazer o que é certo”! Mesmo porque as chances de Marquinho voltar definitivamente ao Legislativo são remotas!

Falando em novatos
A nova safra de vereadores novatos no Legislativo tem produzido uma onda de ações e resultados inéditos na história do Legislativo. Não me refiro apenas a primeira cassação de mandato do Legislativo municipal, mas a todo conjunto de ações que temos visto. Proposição de criação de CPIs, audiências públicas questionadoras, convocação de integrantes do primeiro escalão e outros integrantes do Executivo. Cobranças pontuais e fiscalização intensa as ações e gastos do governo. Isso não ocorria nesta intensidade como vem ocorrendo agora! Se isso é bom ou ruim não sabemos dizer, mas o fato é que tal atitude mostra que o Legislativo vem cumprindo seu papel fiscalizador com vitalidade e liberdade, o que naturalmente faz com que o Executivo trabalhe com mais seriedade e compromisso. Se os poderes estiverem com boa fé nas ações, todos saem ganhando! O problema é que a nova legislatura com muitos novatos não tem a expertise necessária para “saber fazer e como fazer”. Muitos dos novatos não sabem como conseguir informações ou mesmo como questionar problemas, ou mesmo ficam intimidados em questionar ou limitar abusos que antes ocorriam com certa frequência, que sorte para o Executivo! Mas é certo que o Governo precisa se ajustar logo, pois os novatos estão aprendendo rápido, perdendo a timidez de questionar, aprendendo a atuar em grupo e identificando práticas que precisam acabar na gestão pública.

Poços de Caldas Capital de Minas
A Coluna pontou que o desconhecido governador Matheus Simões, que assumiu depois da renúncia de Romeu Zema (que vai concorrer a presidência da República), esta percorrendo o interior de Minas em busca de apoio político e distribuindo promessas pelos municípios. O Governo Estadual adotou uma prática de “gestão itinerante em que escolhe cidades pólos para sediarem a capital simbólica e receberem a gestão estadual”. Na prática é uma forma do atual governador e pré-candidato tentar conhecer o Estado que deseja administrar e captar apoio político. Ocorre que para cooptar apoio vem fazendo promessas que não tem como cumprir ou mesmo tentando mudar a relação belicosa que tinha com vários setores, como a imprensa escrita do interior que foi prejudicada pelo atual governador. O fato do prefeito de Varginha ser visto (na esfera política estadual) como bajulador do atual governador, que é do mesmo partido de Ciacci, o PSD, pode ser a razão de Varginha não receber a sede do governo itinerante, como ocorreu com Pouso Alegre e Poços de Caldas. Será que ainda há tempo de Varginha ser vista pelo atual governo mineiro?

Guerra pode elevar inflação no Brasil em até 7,66%, aponta Fiemg
Um eventual agravamento do conflito no Oriente Médio pode provocar alta de até 7,66% na inflação brasileira e reduzir a atividade econômica, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (8) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Os impactos decorrem, principalmente, pelo aumento dos custos de energia e insumos estratégicos, como fertilizante, com efeitos diretos sobre as cadeias produtivas e o preço final ao consumidor. O levantamento considera 3 cenários, moderado, severo e extremo, que refletem diferentes níveis de intensidade do conflito e, consequentemente, de níveis de restrição à oferta global de produtos estratégicos exportados pela região diante das limitações do comércio marítimo via Estreito de Ormuz. No cenário moderado, com 30% a menos das exportações, os impactos são mais pontuais e concentrados nos preços. No cenário severo, com 60% a menos das importações, as interrupções tornam-se mais relevantes, com maior disseminação de custos. Já no cenário extremo, com interrupção total das exportações, projeta-se um efeito mais amplo sobre as cadeias globais. Nesse contexto, o impacto sobre a inflação pode alcançar até 2,29% no cenário moderado, 4,60% no severo e 7,66% no extremo. Por sua vez, a atividade econômica tende a apresentar queda limitada, variando de -0,04% a -0,12%, conforme a intensidade do choque.

Guerra pode elevar inflação no Brasil em até 7,66%, aponta Fiemg - 02
De acordo com o estudo, a inflação configura o principal canal de transmissão dos impactos no Brasil, refletindo o encarecimento de energia e de insumos intermediários e sua propagação ao longo das cadeias produtivas. Ainda que os efeitos sobre a atividade sejam relativamente moderados, eles se intensificam nos cenários mais adversos, afetando o desempenho de setores estratégicos. Entre os segmentos mais impactados destacam-se aqueles mais intensivos em energia e dependentes de insumos importados, como a indústria de transformação, transporte e logística, além da cadeia de fertilizantes e de alimentos. No curto prazo, o estudo também aponta efeitos como a valorização cambial e o aumento da arrecadação associada ao setor petrolífero, que pode crescer até 5% em 12 meses. Ainda assim, esses fatores não são suficientes para neutralizar as pressões inflacionárias, especialmente nos cenários mais intensos. No cenário global, o conflito tende a gerar uma desaceleração moderada da atividade econômica, acompanhada de pressões inflacionárias mais disseminadas, sobretudo em economias dependentes de energia e insumos importados. A instabilidade também afeta o funcionamento das cadeias produtivas e eleva a volatilidade dos mercados internacionais.

Greve x Negociação
A Coluna Fatos e Versões conversou com o presidente do Sindicato dos Motoristas e funcionários dos transportes que está negociando com a Empresa Real sobre a possível greve do transporte coletivo urbano de Varginha. Foi informado que hoje (sexta-feira 10/04) vai ocorrer reunião no Sindicato para analisar a proposta que esta sendo construída entre a empresa, os funcionários e a Prefeitura de Varginha. Uma reunião entre o comando do Sindicato e o prefeito Ciacci ocorreu nesta semana. Segundo as fontes da Coluna o prefeito teria se colocado a disposição para em conjunto resolver os problemas entre Real e Sindicato (servidores). A princípio, a Empresa Real Transportes não teria o recurso para quitar integralmente o valor devido ao Fundo de Garantia dos funcionários, que é uma das exigências dos motoristas. Inicialmente, para não declarar greve, os motoristas pediam que o empresa Real pagasse todos os salários atrasados e, também, quitasse num único pagamento o fundo de garantia pendente de pagamento de diversos trabalhadores. O pagamento do fundo de garantia é uma obrigação trabalhista da empresa, que alega não ter recursos suficientes para o pagamento integral neste momento. Ocorre que foi pedido no Legislativo e não se sabe se foi atendido, que a Prefeitura de Varginha parasse de pagar a subvenção pública mensal que dá a empresa Real. O entendimento entre empresa Real e funcionários, estaria na possibilidade da Prefeitura de Varginha voltar a pagar a subvenção mensal à Empresa Real, na condição de que a empresa regularizasse o débito junto ao Fundo de Garantia dos funcionários nos próximos meses. Uma fonte da Coluna no Executivo informou que, embora o Legislativo e Executivo tivessem acordado de suspender o pagamento das subvenções a Real, o verdadeiro bloqueio dos pagamentos pode não ter ocorrido. Fato é que, se realmente ocorrer o acordo e os motoristas aceitarem não deflagrar a greve, caberá a Prefeitura de Varginha garantir formalmente por acordo legal com a Empresa Real de que a subvenção pública repassada mensalmente será usada para quitar o Fundo de Garantia dos funcionários no menor tempo possível. Vale ressaltar que a Empresa Real que atua no transporte público de Varginha é ligada ao Grupo Saritur, que vive momento financeiro difícil em muitas das cidades onde atua.

Cleiton Oliveira: Liderança estadual quer fortalecer vínculos e apoios em Varginha
O deputado estadual Cleiton Oliveira (PV) cresceu rápido no mundo político, embora tenha pouco tempo de mandato. Talvez por ser um dos poucos políticos muito habilidoso e qualificado na esquerda, tenha sido escolhido para muitos cargos e funções de destaque na política estadual, o que lhe trouxe projeção e abriu apoio de novas cidades e lideranças em Minas. Cleiton Oliveira vinha numa aproximação crescente com Varginha, cidade que lhe deu milhares de votos, o que inclusive projetou Cleiton Oliveira a ser possível candidato a prefeito de Varginha em 2024, o que não se consolidou. O fato de Cleiton Oliveira ter sido apontado como candidato a prefeito em 2024 e depois não ter encarado o desafio em Varginha trouxe certa frustração a algumas lideranças da esquerda municipal. Todavia, com as eleições de 2026 e o bom momento do parlamentar no cenário estadual, principalmente no campo da esquerda, trouxe um renovo para as lideranças municipais que desejam apoia-lo. Cleiton terá muitos adversários na cidade, mas esta trabalhando para renovar e fortalecer a federação PT/PV e PCdoB na região, onde é a principal liderança. Mais que trabalhar a reeleição e reestruturação dos partidos que o apoiam, Cleiton terá a missão de organizar as legendas e formar líderes municipais. A vitória de Cleiton Oliveira em 2026 é fundamental para que as lideranças de esquerda em formação nas cidades do Sul de Minas tenham o apoio estrutural estratégico para se fortalecerem frente as eleições de 2028. Em Varginha o deputado Cleiton tem se reunido com suas bases com maior frequência, bem como vem conversando com lideranças independentes e também de oposição ao atual governo municipal. A ideia é construir um grupo multipartidário, reunindo também forças sociais e setor produtivo, para elaborarem um projeto de desenvolvimento para Varginha. Buscar soluções para os muitos problemas da cidade. Depois de dialogado com a população os rumos necessários para o crescimento e construído um projeto de desenvolvimento municipal, buscar encontrar as legendas e os nomes que melhor representem o projeto construído.

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Gazeta de Varginha

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