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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 15/04/2026

  • 15 de abr.
  • 8 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
Não aprendeu nada!
Contina repercutindo mal a “conversa belicosa” travada entre o ex-vereador cassado Marquinho da Cooperativa e uma vereadora novata desta gestão, que votou a favor da cassação de Marquinho. Na conversa entre os políticos, o ex-vereador teria ameaçado e intimidado a vereadora. Não é a primeira vez que o ex-vereador teria “ameaçado e intimidado integrantes do Legislativo”. Embora agora esteja mais ponderado nas tratativas com os ex-colegas, o caso com a vereadora mostra o “perfil covarde do edil cassado”. Pelo que apurou a Coluna, o ex-vereador estaria rompido com o governo municipal, e teria dito que “pretende atuar na oposição”! Pela imagem atual do ex-vereador, sua fala de “ser oposição ao governo municipal mais ajuda o governo do que atrapalha”. Mesmo porque, é sabido que a oposição não pode dispensar apoio, mas é fato que a oposição não tem muita confiança em serrar fileira ao lado do primeiro vereador cassado da história de Varginha!

Insatisfação em série?
Depois dos problemas envolvendo o transporte coletivo municipal, que obrigou o Executivo e Legislativo a entrarem nas negociações para evitarem greve e outros transtornos, agora é a Educação municipal que exige atenção. O Sinpromag – Sindicato dos Profissionais do Magistério de Varginha convocou os profissionais de Educação Infantil para uma reunião que vai avaliar a situação de trabalho nas escolas municipais e definir possibilidade de paralisação dos trabalhos. A insatisfação da categoria é antiga e reflete as muitas reclamações trazidas a público pelo vereador Cássio Chiodi, que vem visitando escolas municipais e encontrando problemas na maioria das unidades. E parece que o problema tem tudo para potencializar ainda mais, visto que os professores e outros servidores da Educação estão insatisfeitos, o que pode render mais munição contra a atual secretária municipal de Educação, que enfrentará fogo cruzado na audiência pública que terá na Câmara em breve. Uma série de servidores da Educação já tem buscado o Sindicato da categoria e até mesmo integrantes do Legislativo para trazer informações e documentos que “desmistifica a dita boa gestão da atual secretária”! Vamos acompanhar o caso!

Falando em insatisfação
A propalada greve que não aconteceu no transporte coletivo municipal deve-se e muitas questões, uma delas, a intervenção do município junto a empresa Real e ao Sindicato dos Motoristas. Mas não podemos creditar apenas no município a não deflagração da greve, mesmo que por agora, pois tudo indica que ainda existem problemas graves na gestão da Real. O fato da situação financeira da Real ser “melhor que a situação de outras empresas do grupo Saritur, controlador da Real, ajudou na decisão do Sindicato de impedir a greve”. Além disso, a participação experiente e serena do presidente do Sindicato dos Motoristas foi decisiva para o acordo que impediu a greve. Sem falar na opção trazida pelo município, para que a Prefeitura de Varginha utilize o recurso da subvenção publica destinada a empresa para regularizar o pagamento do Fundo de Garantia dos funcionários. Mas é fato que ainda existem muitas etapas da negociação a serem realizadas, bem como, alguns problemas que foram resolvidos apenas temporariamente. Ou seja, não vai demorar para que a Real volte a ter problemas e ai cabe ao Sindicato e a Prefeitura de Varginha se precaverem para o que há por vir. Em relação a negociação fechada pela empresa e Sindicato, tendo a Prefeitura de Varginha como apoiadora, é preciso que a Câmara de vereadores aprove qualquer mudança ou condicionamento dos pagamentos da subvenção mensal que a Prefeitura de Varginha paga a empresa. E seria justo e inteligente que Executivo e Legislativo condicionem o pagamento da subvenção a regularidade dos pagamentos trabalhistas e salários em dia aos motoristas. Mesmo porque estes problemas descobertos agora devem voltar a acontecer levando em conta o histórico e gestão do grupo empresarial em questão.

Falando em insatisfação – 02
Além disso, é importante que o Departamento Municipal de Trânsito – Demutran fique atento as planilhas de gastos e gestão da Real, que são usadas para calcular o valor da tarifa e por consequência o valor da subvenção pública paga à empresa. Não seria impossível que os números e dados sejam “maquiados e nosso Demutran comesse esta mosca”. Por fim, a forma com que a Saritur vem administrando seu império de empresas de transporte pelo Brasil parece muito temerária, visto os muitos problemas fiscais, financeiros e até gerenciais que as empresas do grupo enfrentam. Logo, não seria de todo impossível que a Real de Varginha acabe por ter que suportar despesas e responsabilidades de outras empresas do Grupo Saritur e comprometa as negociações a curto e médio prazo que começam ser pactuadas agora. A Procuradoria Geral do Município, a Secretaria de Administração e a Câmara de Varginha precisam ficar atentas as negociações, sob pena do Tribunal de Contas responsabilizar a gestão pelas “falhas nestas tratativas”. A conferir

Coragem para mudar
Na semana passada os vereadores Daniel de Farias e Bruno Leandro estiveram na Capital mineira onde estiveram reunidos com lideranças estaduais para captar apoio na valorização de servidores públicos e investimentos para Varginha. Numa das reuniões os vereadores estiveram com lideranças do setor de limpeza urbana a fim de conquistar o serviço de plano de saúde a trabalhadores da coleta de resíduos aos servidores municipais da área. Em outra agenda os vereadores estiveram com o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG, Mário Marques de Moraes, que também ocupa a presidência do Sindibebidas de Minas Gerais. Na conversa os edis ampliaram o diálogo do Legislativo municipal com o setor industrial que tem planos de investir bilhões de reais ainda em 2026 em Minas. Não é a primeira vez que vereadores de Varginha constroem pontes com empresas e instituições do setor produtivo em busca de ampliar investimentos em Varginha. No mês passado o vereador de Varginha Cassio Chiodi já esteve em Belo Horizonte onde manteve contato com o responsável pela elaboração do Índice de Atratividade Industrial, promovido pela Fiemg.

Coragem para mudar - 02
Depois de reunir com o departamento que elabora o Índice de Atratividade Industrial em Minas Gerais o vereador Chiodi esteve com o secretário municipal de Desenvolvimento de Varginha, Henrique Touguinha, onde conversou sobre esse e outros assuntos. Novas rodadas de conversa vão aproximar as lideranças de Varginha das empresas que desejam investir na região. A título de exemplo, o setor de terras raras e mineração, já esta realizando contratações na região de Poços de Caldas seguindo um roteiro de investimentos previsto em R$ 10 bilhões nos próximos 3 anos. Varginha possuir, nesta legislatura, vereadores que fazem “mais que batizar ruas e avenidas, mas correm atras de investimentos privados e melhoria real para a cidade é algo novo, mostra que esta legislatura está com coragem para mudar o histórico passado do Legislativo municipal que agia sempre a reboque e na sombra do Executivo”.

Pinga Fogo
Em ano eleitoral o Governo Federal faz campanha publicitária na região e promete milhões em investimentos, fala inclusive em temas sensíveis como o nível das águas de Furnas e investimentos em saneamento. Pena que toda eleição fala, mas nada faz!

A CPI aprovada na Câmara de Varginha para apurar as irregularidades na Secretaria de Obras tem tudo para encontrar muita coisa sensível deste governo e da gestão anterior, sem falar nas “figuras importantes que podem ser arroladas na história”.

A expectativa dos principais deputados votados em Varginha pode não se concretizar. Ocorre que a previsão de votos de Cleiton Oliveira, Diego Andrade e Dimas Fabiano não bate com a previsão do povo na rua. Vai ter gente frustrada e assessor demitido!

O apresentador Ademir Santos será candidato a deputado estadual pelo PL. Vai contar com o apoio (discreto) do governo municipal e pode fazer estrago enorme nas outras campanhas da região. Ademir não ganha e pode não deixar que outros vençam!

Comércio de MG teve vendas estáveis e cautela na Páscoa 2026
A Páscoa de 2026 manteve o comércio em movimento em Minas Gerais, mas com desempenho equilibrado e sem picos expressivos de crescimento. Levantamento da Fecomércio MG, realizado em Belo Horizonte entre os dias 6 e 9 de abril, mostra que 69,4 por cento das empresas registraram resultados iguais ou superiores aos do ano anterior, indicando resiliência mesmo diante de um consumidor mais cauteloso. O estudo, feito com 130 empresas do varejo alimentício, reforça a importância da data para segmentos como supermercados, padarias e lojas de doces. Os tradicionais ovos de Páscoa seguem como principal motor de vendas, impulsionados por lançamentos e pelo apelo junto ao público jovem. Ainda assim, o ritmo foi moderado. Para 44,4 por cento dos empresários, o faturamento permaneceu estável em relação a 2025. Outros 25 por cento registraram crescimento, enquanto 30,6 por cento apontaram queda. Entre os estabelecimentos que venderam mais, o avanço foi contido. Em 51,6 por cento dos casos, o crescimento ficou entre 10 por cento e 20 por cento. Já entre aqueles que tiveram retração, 42,1 por cento indicaram perdas na mesma faixa.

Comércio de MG teve vendas estáveis e cautela na Páscoa 2026 - 02
O cenário demonstra um mercado equilibrado, com variações distribuídas de forma homogênea entre os diferentes negócios. O resultado reflete um consumidor mais seletivo e atento ao orçamento. A Páscoa segue relevante para o comércio, mas o atual contexto exige planejamento, com consumidores pesquisando preços e ajustando as compras à realidade financeira. Apesar dos indicadores apontarem estabilidade, a percepção dos empresários permanece dividida. Apenas 47,6 por cento afirmaram que as vendas atenderam às expectativas, enquanto 52,4 por cento consideraram o desempenho abaixo do esperado. Esse dado revela que, mesmo diante de resultados consistentes, havia uma expectativa mais elevada por parte do setor. Outro ponto destacado é que todas as empresas entrevistadas realizaram ações específicas para a data, como promoções, diversificação de produtos e reforço de estoque. Essas estratégias foram fundamentais para sustentar o nível de vendas, ainda que sem gerar crescimento expressivo. O cenário da Páscoa de 2026 em Belo Horizonte e em Minas Gerais combina estabilidade com cautela. O consumo segue presente, porém mais consciente, enquanto o varejo responde com planejamento e adaptação a um cliente mais criterioso.

Cesta básica dispara em Varginha e já consome quase metade do salário mínimo
Pelo segundo mês consecutivo, o valor da cesta básica em Varginha registrou aumento significativo. No início de abril, o índice apresentou alta de 5,83% em comparação com o mesmo período do mês anterior, reforçando a pressão sobre o orçamento das famílias. Na comparação com abril de 2025, o aumento acumulado da cesta básica já chega a 2,85%. O levantamento é realizado pelo Instituto Federal do Sul de Minas, por meio do Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc), em parceria com o Núcleo de Extensão, Pesquisa e Internacionalização do Grupo Unis (NEPI). A pesquisa considera os preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional, coletados nos principais supermercados da cidade nos primeiros dias de cada mês. Em abril, o valor médio da cesta básica em Varginha chegou a R$ 736,12, o maior registrado em 2026 até agora. Esse valor já representa 49,09% do salário mínimo líquido, ou seja, quase metade da renda mensal de um trabalhador. Na prática, isso significa que quem recebe um salário mínimo precisa trabalhar cerca de 99 horas e 54 minutos por mês apenas para garantir a alimentação básica. O cenário é ainda mais preocupante quando comparado à linha de extrema pobreza, atualmente estimada em R$ 218,00 por pessoa. O custo da cesta básica está 3,38 vezes acima desse valor, evidenciando o impacto direto na segurança alimentar e nutricional da população mais vulnerável. O aumento consecutivo reforça o alerta sobre o custo de vida na cidade e evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas ao controle de preços e ao apoio às famílias de baixa renda.

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Gazeta de Varginha

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