Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 17/06/2026
há 2 horas
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RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email:Rs.fernandes@fiemg.com.br
Partilha eleitoral
A partilha dos votos locais para deputado federal será uma determinante na construção das negociações políticas de 2028. Pelo menos 5 deputados federais esperam ter boa votação na cidade, e seus cabos eleitorais locais têm olhos em 2028 e precisam “mostrar serviço agora” para ter apoio e legenda em 2028. E nesta conta esta o prefeito Ciacci, vereadores e até candidatos a deputado locais que agora lançam o nome apenas para “fazer nome” com foco nas eleições de 2028. A matemática é simples, a quantidade de deputados federais eleitos por um partido é que determina quanto de recurso no Fundo Eleitoral cada partido terá, logo, os deputados federais “são os donos do dinheiro do Fundo, que é distribuído nas eleições, inclusive municipais de 2028”. Desta forma, os deputados federais que estão atuando na cidade, com cabos eleitorais locais, já “deram a mensagem cifrada, se tiverem votos em Varginha, vão garantir apoio e recursos aos seus aliados locais em 2028”. Vamos nesta análise forcar nos principais federais que articulam na cidade, mas vale pontuar que diversos parlamentares sondam a região. O Partido Progressista terá o deputado federal Dimas Fabiano, um dos federais que mais recursos trouxeram para Varginha. É muito possível que Dimas lance um deputado estadual do PP ou PL na cidade para fazer dobradinha, bem como existem rumores que Dimas poderia dobrar com o ex-prefeito Verdi Melo, que vai sair a deputado estadual. A eventual dobradinha entre Dimas e Verdi já visaria uma aproximação para 2028. Vale pontuar que Dimas e Verdi já estão bem mais próximos do que se imagina. O nome favorito, no PL, para uma dobradinha com Dimas na cidade seria o vereador Dandan, mas a decisão ainda não está tomada. Independente do lançamento de Dandan a deputado, Dimas Fabiano deverá ser o deputado com maior apoio no Legislativo local, tendo o apoio de pelo menos 4 vereadores, além de lideranças municipais que já o acompanham.
Partilha eleitoral – 02
Já o deputado federal Diego Andrade, do PSD, espera um crescimento expressivo em sua votação local. A expectativa deve-se ao prefeito Leonardo Ciacci, que é do mesmo partido de Diego e conta com seu apoio em âmbito federal e estadual. Foi Diego quem recebeu Ciacci no último minuto no PSD e garantiu legenda ao prefeito para disputar e vencer as eleições em 2024. Ciacci sabe que é devedor, mas vai “suar a camisa para cumprir a palavra”. Isso porque, Ciacci não deve apenas para Diego Andrade, mas também para outros parlamentares como Marcelo Álvaro Antônio entre outros que em algum momento ajudaram o prefeito. Mas voltando a Diego Andrade, é bem possível que o parlamentar aumente sua votação na cidade, mas não será na medida que espera. Alguns secretários vão apoiá-lo, por compromisso e determinação do prefeito, bem como alguns vereadores, mas ainda assim, dificilmente Diego terá a votação prometida e esperada na cidade. Isso porque a força da máquina municipal não está tão eficiente quanto em outros tempos. E vale pontuar que a Câmara de Varginha, que é onde ficam a maioria dos puxadores de votos, foi loteada por vários outros candidatos. Diego Andrade vai se reeleger, pois possui ampla base e realiza bom trabalho, mas se não tiver a votação esperada na cidade, pode mudar a “dosagem de apoio e escolha de aliados em 2028. O parlamentar acompanha de perto quem o apoiará e quanto de votos cada liderança representa na cidade, até mesmo para definir os passos do seu PSD, que em Varginha está em comissão provisória, ou seja, pode mudar a qualquer momento a depender de sua vontade.
Partilha eleitoral – 03
Os deputados federais Marcelo Álvaro Antônio e o petista Miguel Angelo são outros deputados que “possuem promessas e créditos políticos na cidade”. Ambos ajudaram o atual governo Ciacci e também nomes da oposição. Marcelo terá integrantes do governo Ciacci trabalhando para ele em 2026, por determinação do prefeito, mas não terá a votação esperada. Dizem por ai que o próprio prefeito teria prometido votos a Marcelo, mas sem “lastro eleitoral para entregar, e que o mesmo teria ocorrido com o petista Miguel Angelo”. No caso de Miguel Angelo, filho do presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Durval Angelo, haveria até um número na mesa, 2 mil votos em Varginha nesta eleição. Sem dúvida uma promessa ambiciosa! O mesmo parlamentar terá apoio da oposição, mas a exemplo de Marcelo Álvaro Antônio, será mais um parlamentar que será “vítima de estelionato eleitoral na cidade” e as urnas vão mostrar isso! Mas é importante ficar atento que o “não cumprimento das promessas a Marcelo e a Miguel Angelo, se realmente efetivadas como parece, vão significar consequências aos “supostos cabos eleitorais locais”. Marcelo Álvaro Antonio tem influencia no PL e será também influente em um eventual governo bolsonarista. O que significa importante apoio em 2028 nas eleições municipais. Já Miguel Angelo, além da influencia familiar, possui um “exército esquerdista a sua disposição” caso realmente venha a se reeleger, o que não se acredita tendo em vista sua pouca habilidade política com lideranças. O que no caso é um agravante para quem lhe fez promessas, dizem que petistas são bem mais rancorosos!
Partilha eleitoral – 04
Já a deputada federal Greyce Elias vem numa crescente de votos na cidade. Greyce é simpática as lideranças, terá pelo menos 3 vereadores apoiando sua reeleição na cidade. O principal cabo eleitoral da deputada será o vereador Dudu Ottoni (Avante) que mesmo tendo perdido o comando do Avante na cidade, depois que Greyce migrou do Avante para o PL, continua leal a parlamentar federal tendo em vistas as emendas liberadas por Greyce à sua base local. Dudu Ottoni sabe que Greyce defende boas bandeiras, é um nome leve na região e poderá pedir reciprocidade no apoio de agora quando chegar as eleições de 2028. Greice também tem promessa de apoio do Governo Ciacci, que pode ser levada a efeito por um ou outro nomeado em cargo de confiança, mas será difícil para o Governo Ciacci e mesmo para os deputados federais saber quem trabalhou para quem e quantos votos deu! Mas não restam dúvidas que, no caso de Greyce Elias, o resultado de sua votação na cidade será creditado a Dudu Ottoni, que terá nisso um “teste de força eleitoral para saber sua viabilidade em 2028”. Vale ainda pontuar que no caso de Dimas Fabiano, o resultado de sua votação local será creditada à sua base de vereadores e lideranças, como Dandan, Bruno Leandro, Zilda Silva entre outros. Já no caso de Diego Andrade, mesmo tendo todo o partido e seus cargos de confiança nomeados na Prefeitura de Varginha, sua votação será creditada ao prefeito Ciacci, que é o “fiador político da promessa eleitoral”. Mas não se esqueçam de combinar com o eleitor, pois a despeito de termos na cidade muitos “cabos eleitorais que se julgam donos dos votos alheios, atualmente o federal majoritário na cidade é alguém que não tem aqui um cabo eleitoral definido: Nikolas Ferreira”! Isso mesmo, o eleitor está aprendendo a escolher sozinho seus candidatos, sem mais a influência de lideranças municipais. Essa é mais uma mudança comportamental implantada pelas redes sociais, cada dia mais fortes no Brasil.
Pinga Fogo
As brigas políticas que antes se davam nos partidos políticos e articulações de bastidores agora estão nas redes sociais e mídia digital. Isso claro, sem perda dos muitos processos judiciais, administrativos e dossiês que estão aparecendo...
Nos bastidores políticos do Legislativo dizem que esta nas mãos de três vereadores o resultado dos dois processos de cassação de mandato pendentes de votação na Câmara. Dizem por ai que dois outros pedidos de cassação estão prestes a aparecer!
A nomeação do ex-vereador Marquinho da Cooperativa e do ex-presidente do VTC Paulo Vitor Freire para cargos públicos está gerando uma onda de revoltas nos bastidores políticos. Dizem ser loucura ressuscitar quem o eleitorado já enterrou...
Reunião em BH definiu que mais um nome local será lançado candidato a deputado estadual. Trata-se do ex-vereador Pé de Chumbo, figura emblemática com forte identificação com os eleitores mais simples e que já recebeu muitos votos de protesto.
Parece que alguém pediu “uma mão” para um ex-prefeito de Varginha e não conseguiu. Uma das consequências do destino é que “deram o Pé de Chumbo” para esquentar ainda mais as eleições de 2026. O mundo não gira, ele capota...
TCE e Ministério Público vão investigar denúncias sobre uso de recursos públicos e precarização das creches municipais
A deputada estadual Ana Paula Siqueira protocolou representações no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e no Ministério Público de Minas Gerais pedindo a investigação de graves denúncias envolvendo a aplicação de recursos públicos da educação no município de Varginha. Os documentos encaminhados aos órgãos de controle apontam uma aparente contradição entre a existência de quase R$ 13 milhões em recursos do FUNDEB mantidos em aplicações financeiras e a situação de precariedade enfrentada por crianças, professores e servidores da rede municipal de ensino. Segundo a representação apresentada ao TCE-MG, em janeiro de 2026 o saldo aplicado na conta do fundo ultrapassava R$ 12,9 milhões, enquanto creches enfrentariam falta de materiais básicos, colchonetes, produtos de higiene e número insuficiente de profissionais. Além da apuração sobre a gestão dos recursos públicos, a deputada solicita que o Tribunal determine auditoria financeira, contábil e operacional na Secretaria Municipal de Educação, bem como a realização de sindicância para investigar possíveis responsabilidades pelas irregularidades denunciadas. Também foi requerido o encaminhamento das conclusões ao Ministério Público para eventual adoção das medidas cabíveis. Paralelamente, a deputada estadual Ana Paula encaminhou ofício ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Caoeduc/MPMG), solicitando a abertura de investigação sobre a aplicação dos recursos destinados à educação no município e sobre denúncias de assédio institucional, perseguição a profissionais da educação e possível interferência política na gestão das escolas. Entre os fatos relatados está a denúncia de que gestoras escolares teriam sido pressionadas a assinar manifestações contra o mandato do vereador Cássio Chiodi, que vinha exercendo seu papel constitucional de fiscalizar as condições das escolas e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs).
TCE e Ministério Público vão investigar denúncias sobre uso de recursos públicos e precarização das creches municipais - 02
O ofício das gestoras escolares foi a base de um pedido de cassação do mandato do vereador Cassio Chiodi, assinado pelo prefeito de Varginha. O ofício ao Ministério Público foi entregue em mãos durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais no dia 10/06, diretamente à promotora de Justiça coordenadora do Caoeduc/MPMG, Giselle Ribeiro de Oliveira. A audiência debateu a implantação e a efetivação, no Estado, da Lei Federal nº 13.935, de 2019, que dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de educação básica, integrando saúde, assistência social e educação. As representações têm como base uma Carta Aberta elaborada por professores da educação infantil e uma Nota de Repúdio do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de Varginha (Sinpromag). Entre os relatos apresentados estão superlotação de berçários, escassez de materiais pedagógicos e de higiene, compra de insumos pelos próprios profissionais, adoecimento de servidores e supostas ameaças de descontos salariais durante movimentos de paralisação. “O acesso à creche é direito constitucional e deve ser prioridade absoluta. É inadmissível que crianças fiquem sem o básico enquanto há milhões de reais destinados à educação parados. Diante da gravidade das denúncias, é dever dos órgãos de controle investigar e garantir transparência à população. É igualmente inaceitável qualquer tentativa de coibir o exercício do mandato parlamentar do vereador Cássio Chiodi, que tem como uma de suas funções a fiscalização do poder público. Nosso compromisso é com a primeira infância, com os profissionais da educação e com a correta aplicação do dinheiro público”, afirma Ana Paula Siqueira.
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