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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 16/06/2026

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo
Somos idiotas, às vezes: desinformados, deseducados ou estúpidos - vai saber

Apesar de um histórico amplamente marcado por investigações, julgamentos e intensa judicialização da política, Luiz Inácio Lula da Silva segue apresentando desempenho eleitoral competitivo em diferentes ciclos eleitorais no Brasil. Esse fenômeno não se explica por uma leitura jurídica dos fatos, mas por dinâmicas estruturais da política contemporânea, caso às pesquisas estejam corretas, pois, a rejeição do Lula e seu desgoverno é enorme e ele ainda tem voto para competir, não dá para fechar a conta. Será que o PT tem carta na manga?
Em contextos altamente polarizados, o voto raramente é resultado de uma avaliação linear de escândalos ou denúncias. Ele se organiza, sobretudo, em torno de identidades políticas, percepção de pertencimento e rejeição ao campo adversário. Assim, o julgamento do eleitor tende a ser mediado por confiança em narrativas distintas sobre os mesmos eventos.
Outro fator central é a comparação retrospectiva: o eleitor não escolhe entre absolutos morais, mas entre alternativas percebidas como mais ou menos aceitáveis. Elementos como economia do cotidiano e memória de período.
Nesse ambiente, a política brasileira se consolida como um campo de disputa permanente de narrativas, no qual reputação, emoção e identidade têm peso tão relevante quanto a dimensão institucional ou jurídica dos fatos.
De forma resumida, nossas decisões não vêm de um único “centro de comando”, mas da interação entre emoção, memória, experiência passada, contexto social e processos automáticos do cérebro. Muitas vezes acreditamos estar escolhendo de forma totalmente racional, mas a psicologia mostra que vieses cognitivos, hábitos e emoções influenciam fortemente essas escolhas sem que percebamos – atalhos do cérebro.
Talvez nós, brasileiros, sejamos um povo castigado pela história: D. Pedro II, um dos maiores brasileiros, ou talvez o maior, foi traído e expulso do seu país, de madrugada, com toda a sua família, simplesmente por ter promovido a liberdade dos nossos irmãos escravizados pela ganância do lucro fácil. Se fôssemos uma aristocracia, será que estaríamos com este status de deseducados como figuramos no ranking mundial?
Essa confusão enfraquece o princípio da separação dos poderes.
A falta de respeito aos limites gera conflitos entre as instituições.
A população perde confiança na organização do Estado e em suas leis.
O equilíbrio democrático depende do respeito às funções de cada poder.
Quando há interferência excessiva, a governabilidade se torna instável.
Portanto, conhecer e respeitar as atribuições de cada poder é essencial para a democracia.
Brasileiros, será que ainda não se desencantaram da esquerda, depois de tudo o que estamos vendo? Sabemos que antevisão não é para qualquer um, mas políticos não são idiotas - uns são espertos e se locupletam no oportunismo; outros são corretos e patriotas, mas são todos inteligentes. Porquanto, nós brasileiros somos obrigados a pensar que o Brasil está à beira do abismo.
O Brasil precisa acordar! Nossas Forças Armadas continuam em berço esplêndido, e os caminhoneiros parecem seguir o mesmo sono. Onde foi parar a força do Zé Trovão? Virou Zé Chuvisco?


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Gazeta de Varginha

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