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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 18/09/2026

há 1 dia
6 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email:Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email:Rs.fernandes@fiemg.com.br
Esquecidos e endinheirados?
Os candidatos ao Senado estão tendo dificuldade em Minas na conquista de agendas e apoios pelo interior. Mesmo nomes fortes politicamente como Marília Campos (PT) e Domingos Sávio (PL) custam a conseguir fazer campanhas próprias, descoladas dos candidatos a governador e presidente. Algo semelhante também acontece com Aécio Neves (PSDB), que lançou seu nome aos “44 do segundo tempo”, e vem conseguindo bom desempenho nas pesquisas, mas ainda assim, não tem sido visto em grandes eventos públicos. Vale ressaltar que embora os candidatos estejam com problemas de agenda e atenção do eleitor nas pesquisas, em relação a arrecadação muitos estão indo bem até demais! É o caso de Marília Campos e Domingos Sávio, ambos já arrecadaram mais que o permitido pela Justiça Eleitoral, que é algo em torno de R$5,3 milhões cada um. Aécio Neves é outro que também não deve estar com problema de caixa de campanha, visto a grande estrutura que mantém na grande BH. A população de modo geral dá pouca importância a eleição do Senado, mas diante do enorme desgaste do STF e do ministro Alexandre de Morais, afogado até o pescoço em irregularidades com o bandido banqueiro Daniel Vorcaro, é bem possível que o eleitor preste mais atenção em quem vai votar para o Senado. Isso porque diante da dificuldade e safadeza do Judiciário em cortar na carne quando seus líderes se envolvem em mutretas, cabe ao Senado o controle para retirar do STF os indignos de usar a toga. Falta o povo combinar com quem deseja votar para o Senado a fim de ninguém amarelar depois na hora de cobrar seriedade!

Baixa cobertura vacinal em Varginha
A Secretaria de Saúde de Varginha divulgou levantamento sobre a cobertura vacinal das crianças na faixa etária de 1 ano e 3 meses. Os dados indicam que seis imunizantes prioritários estão com índices abaixo do percentual recomendado pelo Ministério da Saúde, o que acendeu um alerta entre os profissionais da rede básica. A Secretaria de Saúde é a que tem o maior orçamento da cidade e a pasta precisa intensificar as estratégias de busca ativa nos bairros com menores adesões. Já foi emitido comunicado oficial convocando pais e responsáveis por crianças menores de 2 anos a comparecerem à Unidade de Saúde de referência com a caderneta de vacinação em mãos. O objetivo é realizar uma avaliação individualizada e atualizar os esquemas vacinais pendentes. Entre os imunizantes que exigem maior atenção estão a Hepatite A, a Poliomielite (REF), a DTP (REF), a Tríplice Viral (D2), a Varicela e a Febre Amarela – esta última com cobertura especialmente crítica na região, segundo os boletins internos. Os profissionais ressaltam que a Hepatite A pode evoluir para complicações hepáticas, a poliomielite causar paralisia irreversível, e a coqueluche – prevenida pela DTP – apresentar formas graves em lactentes. Da mesma forma, a Tríplice Viral previne o sarampo, altamente contagioso, enquanto a Varicela evita infecções bacterianas e neurológicas; a Febre Amarela, por sua vez, é a principal barreira contra uma doença que pode comprometer múltiplos órgãos.
Varginha cresce no VAF, aumenta arrecadação, mas quanto isso significa em melhoria para o cidadão?
O Governo de Minas divulgou informações que apontam o crescimento da arrecadação em Varginha, Dados fiscais do final de agosto revelam que Varginha foi o município com o maior crescimento no Valor Adicionado Fiscal (VAF) de todo o estado em 2025, com um aumento de 50,62%. Com esse desempenho, a cidade subiu para a 2ª colocação na região do Sul de Minas e agora ocupa a 7ª posição no ranking estadual, consolidando sua ascensão no cenário econômico mineiro, e garantindo mais recursos para o governo municipal. O Valor Adicionado Fiscal é um indicador econômico-contábil utilizado pelos governos estaduais para calcular a parcela do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que será repassada a cada município. O índice reflete a riqueza gerada ou movimentada no município, considerando principalmente as operações de circulação de mercadorias e determinadas prestações de serviços sujeitas à tributação do ICMS, com base nas informações fiscais declaradas por empresas e produtores. Mais do que números, esse crescimento demonstra a força, a capacidade empreendedora e o dinamismo da nossa economia. É resultado do trabalho das empresas, dos comerciantes, dos produtores, dos trabalhadores e, também, das gestões públicas municipais que ajudaram a construir este ambiente econômico favorável para o trabalho da iniciativa privada. O salto no VAF reflete não apenas o aquecimento da atividade comercial e industrial no município, mas também a eficiência na arrecadação e a formalização de negócios, fatores que contribuem diretamente para o aumento da participação de Varginha no bolo do ICMS estadual. A evolução nos índices coloca a cidade em patamar de destaque entre os municípios mineiros, superando cidades de porte semelhante e aproximando-se das principais economias do estado.

Varginha cresce no VAF, aumenta recadação,
mas quanto isso significa em melhoria para o cidadão? – parte 02
A expectativa agora é que os números definitivos, a serem consolidados nos próximos meses, confirmem o crescimento e ampliem ainda mais os benefícios para o município. O reflexo direto da confirmação destes números vai impactar no repasse de recursos estaduais para a Prefeitura de Varginha. O Executivo municipal, aliás, foi o primeiro a saber e divulgar a boa nova fiscal para a cidade. Mas o Executivo e mesmo o Legislativo possuem um planejamento do que fazer com o recurso extra a fim de garantir um legado perpétuo para a cidade? A questão é construir um plano de desenvolvimento para os próximos 50 anos da cidade! Garantir uma Educação e Saúde mais eficientes e tecnológicas, uma cidade mais sustentável e com economia plural e pujante. Varginha possui Distrito Industrial, mas não possui um parque tecnológico. Varginha tem bons números na educação pública, mas ainda assim os alunos saem das escolas com deficiências em algumas áreas. Nossa cidade cresce, mas a infraestrutura construída agora não está planejada para o crescimento futuro.

Pinga Fogo
Vários acidentes na Avenida do Contorno mostram o quanto é necessário melhorar a fiscalização por parte da GCM e PMMG no perímetro, bem como o Governo de Minas terminar a duplicação da Contorno até o trevo de saída para Três Pontas! Fica a dica!

A Justiça reconheceu a inocência dos policiais que atuaram na eficiente operação de 2021 que terminou com a morte de 28 bandidos em Varginha. Policial bom é aquele que garante a proteção ao cidadão, mesmo que isso implique na morte do bandido!

O Executivo municipal liberou neste ano R$18 milhões em emendas impositivas propostas pelos vereadores para ajuda a projetos sociais na cidade. Se algum projeto tiver problema ou irregularidades, será responsabilidade do vereador ou do prefeito?

Tem gente na política especializada em apontar problemas e tem gente boa em resolver problemas! A questão é que o povo não sabe que, normalmente, quem muito aponta, nada resolve! E quem costuma resolver problemas, não tem tempo de publicar

Rapidez e Planejamento
O Governo Municipal foi rápido para colocar suas equipes nas ruas após o temporal com chuva de granizo que ocorreu em Varginha. Até mesmo o prefeito Ciacci foi para as ruas acompanhar de perto as ações de socorro. Contudo, as ações de planejamento para estruturar obras e ações preventivas esta falha! Não é a primeira vez que a Secretaria de Planejamento dorme no ponto. São rápidos para contratar drones para fiscalizar o cidadão e aumentar o IPTU, mas são lentos para descobrir que as chuvas e o El Nino são realidades previstas anualmente e avisadas e que muita coisa precisa ser realizada. Alô prefeito Ciacci, seus secretários de Planejamento e Obras precisam de um puxão de orelhas!

OAB-MG lidera manifesto por mudanças no STF e na Justiça
A OAB-MG, presidida pelo advogado Gustavo Chalfun, reuniu na terça-feira (15/09), quase uma centena de representantes da sociedade civil e do setor produtivo para discutir mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e propostas de aperfeiçoamento do sistema de Justiça. O encontro foi realizado na sede da entidade, no Barro Preto, em Belo Horizonte, e resultou na elaboração de um manifesto conjunto das entidades. Diversos líderes da sociedade civil se manifestaram durante a reunião, expondo o posicionamento de preocupação com o momento vivido pelo comando do Judiciário brasileiro. A iniciativa reuniu diferentes segmentos em torno de temas que afetam diretamente o ambiente institucional do país, como segurança jurídica, transparência, respeito à Constituição e equilíbrio entre os poderes. Entre os pontos do documento estão medidas relacionadas ao sistema acusatório, ao princípio do juiz natural e ao aprimoramento da atuação dos tribunais superiores. A proposta é consolidar sugestões que reforcem a previsibilidade das decisões, ampliem a confiança nas instituições e contribuam para um sistema de Justiça mais transparente e alinhado às garantias constitucionais. O debate ocorre em meio a uma crescente atenção de entidades jurídicas, empresariais e da sociedade civil sobre o papel das cortes superiores e os impactos de suas decisões na vida institucional e econômica do país. O manifesto contou com o apoio de algumas das principais entidades econômicas de Minas Gerais. Entre elas estão a Fiemg, a Faemg e a Fecomércio MG. Também participam associações, conselhos de classe e outras entidades representativas. A expectativa é que o documento concentre propostas de alcance nacional e amplie o debate sobre o funcionamento do STF, a segurança jurídica e possíveis caminhos para a reforma do sistema de Justiça. Com a mobilização, Belo Horizonte passa a sediar uma articulação relevante sobre temas que estão no centro das discussões institucionais brasileiras.

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