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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 23/01/2026

  • gazetadevarginhasi
  • há 4 horas
  • 7 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
Dizem por ai...
A Prefeitura de uma cidade da região, teria gastado substancial valor em propaganda numa rádio da cidade de Carmo da Cachoeira/MG. Ocorre que a referida rádio, teria fortes ligações com a esposa do secretário municipal de Administração desta Prefeitura que resolveu gastar dinheiro público com propaganda fora de sua jurisdição! Curioso é que o tal secretário de Administração teve conhecimento da contratação e teria até contribuído para o sucesso da negociação. A maior curiosidade do caso é saber se o prefeito da cidade desfalcada tem conhecimento de tudo que seus secretários estão a gastar e liberar, ou se toca o Município como se fosse uma padaria...

Reclamam por ai...
Já na cidade de Varginha, a empresa responsável pela Área Azul, que deveria cuidar da gestão do estacionamento público na região central da cidade, vem recebendo diversas críticas. As reclamações vão de cobranças indevidas a atendimento deficitário, além de dificuldade de acessos dos usuários a respostas da empresa concessionária. Como está a fiscalização da Prefeitura de Varginha na empresa concessionária da Área Azul? Não sabemos, se quer, se a tal fiscalização é realizada com regularidade. Será que talvez seja por isso que os repasses obrigatórios da concessionária à Prefeitura de Varginha pela exploração do serviço, tenham caído em 2025! Quem sabe o Legislativo aproveita para dar uma fiscalizada nisso, antes que algum dos muitos cidadãos inconformados como o serviço prestado faça reclamação.

Você tem medo do que?
Parece estranho que Varginha receba prêmios suspeitos disso ou daquilo e o Governo Municipal “propagandei sua eficiência e serviços prestados, bem como diga que é amado pelo povo, todavia, o prefeito e seus secretários andem escoltados por seguranças da Guarda Municipal pela cidade!”. Se o Governo é bom, se está tendo entregas para a população, por que o medo de andar pelas ruas? Ou será que o luxo de ter escolta paga pelos cofres municipais, desfalcando a segurança pública da Guarda para a População, é somente mais um dos mimos pagos com o dinheiro do povo?

Falta cobrança, falta respeito ao consumidor!
O sonho acabou... quem sonhava em ver uma rodoviária limpa, organizada e com bons serviços prestados já parou de sonhar! O Terminal Rodoviário de Varginha voltou a ter a presença de meliantes nas adjacências. Sabe-se lá se traficantes, moradores de rua ou apenas “profissionais do sexo em atuação nos banheiros do terminal”! Fato é que até mesmo a sede da Guarda Municipal na Rodoviária já foi vandalizada, o que mostra a pouca presença estatal no local. Sem falar no total desrespeito com o cidadão na prestação de serviços de transporte por parte das empresas que atuam na Rodoviária. Quanto a atrasos e pouca qualidade dos ônibus, a população até já acostumou! Fato mais grave é que a Saritur, única empresa de transporte coletivo que faz a linha Varginha – Belo Horizonte, ligando nossa cidade a Capital do Estado, simplesmente não tem guichê na rodoviária, e a Prefeitura de Varginha não cobra ou reclama tal falha! A Saritur tem suas passagens vendidas pela empresa de transporte Bragança, e a atendente da Bragança somente aparece na Rodoviária alguns minutos antes da partida dos ônibus da empresa. E o consumidor, logicamente, tem que ter bola de cristal para saber disso! Não são poucos os consumidores que vão a Rodoviária comprar passagens para a Capital do Estado e perdem tempo e dinheiro, além do desrespeito ao consumidor! Cadê a gerencia do Terminal Rodoviário de Varginha para cobrar respeito aos moradores da cidade, bem como cumprimento do contrato de atendimento ao público?
A base e ponto de partida de Alexandre Prado
O ano de 2025 foi marcado por uma atuação intensa na Câmara Municipal de Varginha, com o debate de temas importantes e projetos polêmicos. Os vereadores desta legislatura, em sua maioria com pouca experiencia política ou em primeiro mandato, exerceram com prudência suas funções constitucionais de legislar, e ainda caminham discretos na função de fiscalizar o Poder Executivo. Mesmo com a reviravolta da mudança da presidência do Legislativo ocorrida no início deste ano, 2025 apresentou números significativos. E a chegada repentina do jovem Alexandre Prado a presidência, em seu primeiro mandato, pode ser a possibilidade de melhoria do Legislativo neste momento importante. A gestão de Prado parte de uma base alcançada em 2025, que apresentou 641 indicações, canalizando demandas da comunidade ao Executivo, já na fiscalização foram registrados apenas 268 requerimentos, instrumentos que buscam informações para acompanhar políticas públicas, e fortalecer a transparência. A produção legislativa contou com a apresentação de 114 Projetos de Lei de autoria do Legislativo, uma média de 1,3 projeto por sessão ordinária. Além disso, foram destinadas 426 emendas impositivas, garantindo investimentos diretos em áreas essenciais. No total, a Câmara movimentou 1.529 proposições ao longo do ano de 2025. Alexandre Prado, embora em primeiro mandato possui bem mais preparo técnico que seu antecessor, além de ser um parlamentar voltado ao diálogo e ao entendimento.

O novo começo do Legislativo com Alexandre Prado
Para o presidente da Câmara, Alexandre Prado, o balanço de 2025 é muito positivo e o vereador espera ampliar esse ritmo de trabalho em 2026, fortalecendo o papel do Legislativo. A Câmara volta ao trabalho em fevereiro e o novo presidente sabe que tem muito a fazer. Prado está empenhado em separar a imagem o Legislativo dos vergonhosos fatos em envolvem o ex-presidente Marquinho da Cooperativo. Aliás, Alexandre Prado sabe que em breve deve receber da comissão legislativa que apura uma possível cassação de Marquinhos, o parecer final do caso, que deverá ser colocado rapidamente em votação. O Legislativo precisa ser maior que falhas de um de seus integrantes, e Prado, com perfil conciliador e com fácil diálogo dentro e fora do Governo tem potencial de mudar a imagem do Legislativo, ampliando a participação do Poder nas decisões da cidade. Projetos importantes que discutem o planejamento de Varginha, investimentos importantes e liberação de obras estão na pauta da Câmara neste primeiro semestre e são do interesse mútuo do Legislativo e Executivo, mas precisam ser apreciados ouvindo a sociedade e o setor produtivo, e a Câmara é o local para isso! No campo político o novo presidente sabe que tem um ano eleitoral tumultuado pela frente. Mas Alexandre Prado tem experiência em disputas, passou com maestria pela presidência da OAB Varginha, além de atuar na OAB/MG onde soube bem lidar com disputas, vaidades e interesses, e não será novidade difícil para o presidente passar pelas eleições de 2026 no comando do Legislativo municipal.

O novo começo do Legislativo com Alexandre Prado – 02
A quem aposte que Alexandre Prado pode até ser ponte entre o Executivo e soluções necessárias para o destravamento do governo. A gestão atual vive um “inferno astral” com obras em atraso (Mercado do Produtor e Rio Branco, por exemplo), bem como, atritos crescentes com vereadores (Dandan, Cassio Chiodi, Ana Rios etc), partidos da base como por exemplo o PSD e MDB, entre outros. Sem falar em desgastes na imprensa por picuinhas causadas pelo próprio Governo, e coroando os abacaxis pendentes no Governo Ciacci, está o “abismo político entre o atual e o anterior”. Fragilizado e péssimo nas articulações políticas, a gestão Ciacci entra no segundo ano com dinheiro em caixa, sem entrega de obras e caindo na avaliação popular, além da real perspectiva de crescimento da oposição direta ao Governo. O novo presidente Alexandre Prado possui boa interlocução com todos os segmentos e políticos que hoje são problema para Ciacci. Na falta da interlocução política e conciliatória do vice Antônio Silva que se limita a atuar onde quer e onde é chamado, Alexandre Prado pode ser o conciliador e anteparo necessário para ajudar o Governo. A depender, obviamente, da humildade que será exigida do prefeito Ciacci, sua disponibilidade em acabar com perseguições e dialogar com os insatisfeitos. Sem falar na obrigatoriedade do Governo Ciacci de não promover e brigas desnecessárias. A conferir!

Sem fiscalização?
Há rumores de que uma empresa contratada pela Prefeitura de Varginha para prestar serviços de capina e limpeza, não estaria pagando todos os “direitos trabalhistas dos funcionários terceirizados contratados”. O problema seria ainda mais grave, na medida em que, segundo o contrato firmado entre a empresa e o Executivo municipal, seria obrigatório, antes dos pagamentos, que a Prefeitura fiscalizasse se todas as obrigações trabalhistas estão em dia! A empresa já teria sido contatada por um vereador que discretamente iniciou a fiscalização do caso, depois de receber reclamações, tendo em vista que alguém no governo “comeu mosca” nesta fiscalização e vários capinadores estariam sem vale refeição entre outros direitos!

Sem fiscalização? – 02
Causa surpresa o número de vias na cidade que estão precisando de novos reparos, mesmo depois de passarem por obras de tapa buraco ou mesmo recapeamento. É sabido que já a alguns anos a Prefeitura de Varginha vem investindo milhões na recuperação de pavimentação pela cidade. Contudo, é necessária a fiscalização do cronograma das obras para que tais aplicações de asfalto sejam corretam, fora do período chuvoso, com a quantidade e qualidade certa de materiais exigidos etc. Tudo isso garante a durabilidade da obra, o que inclusive precisa estar no contrato firmado pela Prefeitura de Varginha com as empresas prestadoras do serviço. Todavia, foi verificado que muitas ruas e avenidas que receberam melhorias a alguns poucos meses atras estão sendo novamente alvo de operação de melhorias pela Prefeitura. O que houve? Será que não foi verificada as condições técnicas adequadas exigidas para a aplicação do asfalto ou será que não foi fiscalizada a entrega da obra pela empresa contratada? Se a aplicação é realizada pela própria Prefeitura, daí a negligencia e irresponsabilidade é ainda maior. E no caso de falha do serviço, a Prefeitura de Varginha tem cobrado garantia mínima de prazos e durabilidade do asfalto ou nós, contribuintes, pagamos pelo serviço novamente? Neste período chuvoso, quando tecnicamente não é recomendado aplicação de asfalto, o que é exatamente feito nas operações de recuperação de vias realizada pelo Município?

Pinga Fogo
Cadê o parecer final da apuração da Polícia Civil sobre o caso das irregularidades apontadas na Secretaria Municipal de Obras? Porque o Governo Municipal não abriu processo administrativo, mantendo no Governo o servidor que deixou de ser secretário?

São necessários 5 votos para abertura de CPI para apurar problemas na Secretária de Obras, atrasos de obras como o Mercado do Produtor, ou mesmo o caso da morte provocada por Guarda Municipal. Há quem diga que o número foi alcançado, da mesma forma que tem quem diz que muita emenda será liberada neste início de ano!

Novas mudanças no primeiro escalão da Prefeitura de Varginha estão em estudo. O difícil para Ciacci é encontrar alguém competente e de sua confiança para os muitos postos que deseja trocar, sem falar no necessário apoio político que o indicado precisa agregar ao Governo que começou a derreter!

No passado, um governo municipal fraco, sem entregas e com mzuitos ralos jorrando dinheiro público, perdeu a reeleição e ainda enterrou de vez a história política do então prefeito Corujinha (PT). A história se repete, mas desta vez, pode também enterrar a renomada biografia política do vice-prefeito.

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Gazeta de Varginha

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