top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 24/04/2026

  • há 4 horas
  • 8 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
Batendo onde dói
Uma fonte da Coluna, que ainda esta no Governo Executivo municipal, disse que o prefeito Ciacci sabia que enfrentaria desafios quando assumiu o governo e que críticas “faziam parte do jogo”. Mas a percepção daqueles que estão mais próximos dizem que “alguns ataques doem, no prefeito, mais que outros, e que setores da Secretária de Agricultura e Fundação Cultural parecem ser os mais sensíveis ao chefe do Executivo”. Sem falar, é claro, quando as críticas são diretamente ao prefeito e não a gestão, o que tem se intensificado nos últimos meses. Uma pesquisa qualitativa em posse do Governo, que também teve números vazados para a Coluna, informam que a avaliação positiva do governo municipal caiu significativamente! Talvez não tenha notícia pior que esta para um governante, a menos que existam “problemas ainda piores a serem descobertos”, será? De qualquer forma, o Governo Ciacci nem chegou a sua metade e já enfrenta tamanho desgaste, e vejam que neste ano a eleição é estadual e federal, quem deveria estar na análise do povo seriam deputados, governador e presidente, mas são os problemas envolvendo a atuação do prefeito que parecem mais atrair a atenção e o descontentamento da população!

Poço dos desejos
A vinda do desconhecido governador Simões a Varginha é uma oportunidade única para o prefeito Ciacci, que possui abertura e proximidade com o chefe do Executivo Estadual. Não faltam pendencias do Governo de Minas em Varginha! Conclusão da duplicação da Avenida do Contorno, construção do Centro de Eventos estadual, construção da sede do Hemominas, melhorias e investimentos nas forças de segurança estadual, antecipação da conclusão da duplicação da MGC 491, enfim, tem muita coisa! Resta agora descobrir o que é maior no mundo político: A vontade de Simoes em ganhar votos em Varginha ou a persuasão do prefeito em cumprir sua função de lutar pela cidade? Se pelo menos uma destas hipóteses for robusta, teremos notícias a comemorar! Vamos aguardar.

Pinga Fogo
Porquê o medo do governo municipal em implantar um mínimo controle de veículos da frota pública municipal? Os veículos públicos são usados unicamente na função pública e com motivação justa! Ou será que não? Teria algum caroço neste angú?

Quanto a mais será arrecadado em Varginha com o aumento do IPTU? Qual a destinação deste recurso municipal? Será que o dinheiro vai para o caixa único e disponível para qualquer tipo de gasto? Vale a pena questionar o destino da grana!

A Secretaria Municipal de Controle Interno, destinada a apurar internamente no Governo os muitos e milionários gastos da Administração municipal, é tão útil para o povo de Varginha, da mesma forma que é útil para um peixe possuir uma bicicleta!

A nota da Coluna na semana passada, destacando a atuação do presidente da Câmara Alexandre Prado, trouxe enorme incomodo a muitos que estão olhando para 2028! Calma gente, tem muito tempo ainda, muitos podem nem conseguir chegar lá!

Entre tapas e beijos
As conversas de bastidores entre o ex-prefeito Verdi Melo e o deputado federal Dimas Fabiano foram alvo de muita especulação no mundo político, ainda mais no governo municipal. Fato é que, se o prefeito Ciacci “não quer Verdi por perto, tem quem quer”! E Dimas sabe disso, mas parece que não conseguiu “bater o martelo sobre uma dobradinha futura”. Mas o fato de ter ocorrido a conversa entre o ex-prefeito e o deputado federal, muita coisa já mudou na relação entre o atual e o ex-prefeito. Entre tapas e beijos, os dois vão descobrindo que é melhor para ambos a tolerância mútua, em que pese os “incendiários que atuam próximos a Verdi e também a Ciacci”. A Coluna não acredita que os dois voltem a ter o grau de amizade e confiança de antes. Da mesma forma que jamais Dimas Fabiano e Ciacci voltarão a ter a mesma sintonia e confiança depois das brigas passadas.

Fiscalização e transparência
No último dia 20 de abril, segunda feira, o vereador Cassio Chiodi esteve no Hospital público municipal Bom Pastor, onde cumprindo seu dever como vereador, foi fiscalizar a unidade de saúde pública, a exemplo do que vem fazendo em escolas municipais. A visita ao Hospital Bom Pastor fundamentou-se em denúncia de familiares que possuem paciente no hospital e informaram a falta de medicamentos e outras anormalidades. A fiscalização a unidade pública municipal de saúde é parte incondicional da prerrogativa parlamentar do vereador, que tem comprovado e documentado muitas inconformidades e falhas na gestão municipal. Talvez por isso, no dia 20 de abril, a direção do Hospital Bom Pastor tenha, de forma irregular e sem fundamentação legal, barrado a entrada do vereador as áreas comuns do Hospital, impedindo a verificação do regular funcionamento da instituição e fiscalização a possível falta de medicamentos e bom atendimento à população. A desculpa informal dada ao vereador, para barrar suas funções de fiscalização, teria sido de que dia 20 de abril, tratava-se de uma data compreendida por ponto facultativo e não haveria ninguém para acompanhar o procedimento legislativo de inspeção. No a^mbito municipal, a prerrogativa individual do parlamentar e´ inequivocamente resguardada pelo artigo 39, § 1º, da Lei Orga^nica do Munici´pio de Varginha, o qual estabelece que "e´ assegurado aos vereadores, no exerci´cio de suas atribuiço~es legais, o livre acesso aos locais que indicar, cabendo a`s demais autoridades prestar-lhes total cooperaça~o". A justificativa de que o hospital operava sob "ponto facultativo" carece de qualquer lastro juri´dico aplica´vel a` espe´cie. O Decreto Municipal nº 12.593/2026, que declarou o ponto facultativo do feriado de Tiradentes, excluiu expressamente de sua abrange^ncia “todos os serviços considerados essenciais, com especial atença~o para a coleta de lixo e para aqueles prestados em prontos atendimentos de urge^ncias e emerge^ncias em sau´de, os quais seguira~o hora´rio regular de funcionamento." Ou seja, o Hospital Bom Pastor estava ou deveria estar funcionando plenamente e apto para receber verificações legislativas, se necessário.

Fiscalização e transparência - 02
Sendo a sau´de um serviço de cara´ter conti´nuo e ininterrupto, a unidade estava em funcionamento, mantendo-se, por conseguinte, integralmente submetida ao escruti´nio e a` fiscalizaça~o do Poder Legislativo. O STF reconhece e chancela o direito do vereador de visitar e fiscalizar equipamentos pu´blicos. O que a Corte Superior definiu e´ apenas e ta~o somente que o parlamentar na~o pode, sob o pretexto da fiscalizaça~o, "invadir a´reas restritas sem autorizaça~o, com potencial de violar a intimidade de pacientes, desorganizar fluxos cri´ticos e expor terceiros", rechaçando incurso~es abruptas para realizaça~o de filmagens na~o autorizadas. Aplicando este entendimento ao caso do vereador Cassio Chiodi, de Varginha, constata-se que a demanda origina´ria focava em apurar a escassez de materiais logi´sticos e de farma´cia, como luvas de la´tex, luvas de vinil, a´gua oxigenada e curativos de hidrocoloide (que inclusive foram apontadas em denúncia formal recebida pelo vereador). A verificaça~o de estoques ocorre em a´reas administrativas e logi´sticas (farma´cia e almoxarifado). Nessas a´reas na~o cli´nicas, na~o ha´ pacientes, logo, na~o ha´ risco a` intimidade ou aos fluxos cri´ticos. Portanto, a exige^ncia de "aviso pre´vio" para acessar o estoque do hospital e´ uma restriça~o descabida que afronta a Lei Orga^nica Municipal, sendo seu direito ingressar na unidade para auditar tais suprimentos. O vereador oficiou órgãos de controle como o Ministério Público e Tribunal de Contas a fim de cobrar da Prefeitura de Varginha a pronta disponibilização de medicamentos e utensílios no Hospital Público de sua responsabilidade, a fim de garantir qualidade de atendimento aos pacientes. A busca de outros órgãos de fiscalização para apoiar o papel do Legislativo municipal tiveram, além de noticiar o eventual desabastecimento de insumos essenciais a` sau´de pu´blica e a` vida dos pacientes, bem como também o grave ato de obstruça~o imposta ao regular exerci´cio do controle externo legislativo pela diretoria do hospital.

Gazeteiro?
Corre a boca pequena que um alto servidor do Executivo municipal, que ocupa cargo no primeiro escalão, recebendo polpudo salário e outras mordomias, também estaria empregado em uma instituição de ensino superior da cidade, com jornada de trabalho coincidente com a jornada no governo. Se realmente for verdade, trata-se de falta grave que caberia a dispensa do servidor. Mas como trata-se de cargo de destaque no governo municipal e o dito beneficiado visto como “parente torto” do prefeito, é bem possível que o caso seja jogado para debaixo do tapete! A menos, é claro, que a imprensa especule o caso e a Câmara de Vereadores atente para a falta. Sem falar no meio cultural que adora uma fofoca maldosa para temperar os inúmeros causos que parecem ocorrer apenas em Varginha. Vamos procurar saber mais detalhes do caso.

Por que parou?
Diversos municípios criaram em sua estrutura de conselhos municipais o Conselho de Desenvolvimento Econômico municipal que contribui ativamente no desenvolvimento da cidade. Em Varginha temos a estrutura do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, contudo, parece não estar ativa ou sendo ouvida pelo Município. Nos bastidores do Poder, comenta-se que “o Governo não gosta de ter estruturas independentes palpitando no gasto de dinheiro público. Ainda mais quando se trata de estruturas que não estejam capturas e comandadas pelo próprio Governo”. Uma pena o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico não funcionar em sua plenitude, pois a participação de especialistas, empresários, meio acadêmico e outras instituições poderiam enriquecer a atuação do Governo municipal no setor, que alias vem sendo robusta e persistente. Será que teremos um final feliz nesta história?

História e Cultura
Varginha é uma cidade com rica história cultural e fatos marcantes em sua trajetória. Muitos dos acontecimentos, datas e eventos que marcaram a cidade, o Brasil e outro que tomaram o mundo, como o caso do ET de Varginha, foram amplamente noticiados no Jornal Correio do Sul, um jornal impresso histórico que a exemplo da Gazeta de Varginha, tem em seu arquivo o registro da história de Varginha e de Minas Gerais. Todavia, depois do fechamento do Jornal Correio do Sul, não há registro do Museu Municipal ou qualquer outra instituição pública ou privada de preservar e dar visibilidade ao valioso arquivo do jornal! Uma pena imaginar que décadas de história da cidade, fotos raras, acontecimentos marcantes e registros importantes da cidade podem se perder caso o arquivo do jornal seja abandonado! Será que os muitos “adoradores da Cultura que amam pedir recursos públicos para finalidade absurdas” não vão se mobilizar para salvar tal riqueza cultural da cidade? A conferir!

Ciúmes de você!
No Legislativo municipal vemos coisas corriqueiras de qualquer outro Legislativo de âmbito municipal, estadual ou federal. Não faltam aqueles que “são mais queridos do Executivo, com diversos cargos nomeadores na estrutura pública”. Ou mesmo aqueles que “tem prioridade no atendimento de pedidos diversos como obras e investimentos”. Mas o que mais deve causar ciúmes são os “afagos e manifestações do Executivo quanto a este ou aquele vereador em reuniões ou cerimonias, mesmo públicas”. Sábio é aquele que possui uma das benesses acima, ou as vezes até mais de uma, e poucos sabem das regalias. Fato é que mesmo entre os vereadores vistos como “baixo clero” existe o doce desejo de um dia presidir a casa! Isso aliás não é mistério, afinal todo vereador pode, em tese, comandar o Legislativo. Ocorre que nem todos tem o preparo, ou mesmo a disponibilidade necessária. Depois da cassação do ex-vereador Marquinho da Cooperativa, ficou provado que o cargo de presidente não é apenas uma regalia com direito a luxos exclusivos, mas sim uma grande responsabilidade a mais, que vem sendo cobrada diuturnamente de quem ocupa o cargo. A expressão de cansaço e desconforto do atual presidente Alexandre Prado é um indicativo de que o cargo tem seu glamour, mas a cadeira pode ser bem desconfortável para quem deseja agir com responsabilidade institucional.

Gazeta de Varginha

bottom of page