Colômbia entra no segundo dia de buscas após terremoto de magnitude 7,4
11 de ago.
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Foto: Sergio Acero/REUTERS
As equipes de emergência da Colômbia entraram nesta terça-feira (11) no segundo dia de buscas por sobreviventes após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na manhã de segunda-feira (10). O tremor, um dos mais fortes registrados na Colômbia em décadas, atingiu principalmente a região cafeeira e provocou o desabamento de prédios e casas em diferentes cidades. Pelo menos 132 pessoas morreram, e as autoridades trabalham com a possibilidade de que o número aumente à medida que os trabalhos avançam.
Policiais, soldados, equipes de emergência e voluntários passaram a noite trabalhando entre os escombros. Em alguns pontos, foram utilizadas escavadeiras, enquanto em outros os próprios moradores e socorristas retiraram pedaços de concreto com as mãos na tentativa de encontrar pessoas presas. Em Cali e Pereira, algumas áreas residenciais ficaram parcialmente destruídas, com edifícios reduzidos a estruturas de concreto e aço retorcido.
Cali, cidade com aproximadamente 2,2 milhões de habitantes, está entre as regiões mais atingidas. Segundo o presidente recém-empossado, Abelardo de la Espriella, pelo menos 35 pessoas morreram na cidade. Dezenas de construções ficaram danificadas ou em situação instável, levando moradores a deixar suas casas e permanecer nas ruas.
Um dos hospitais de Cali também sofreu graves danos. Andares superiores, incluindo áreas destinadas ao atendimento pediátrico, desabaram, deixando pacientes presos. Cerca de 600 outras pessoas precisaram ser atendidas em uma rua tomada por escombros, segundo o diretor da unidade, Irne Torres Castro. Durante as operações de resgate, a voluntária Carmen Yasmin Garcia, de 43 anos, contou que sua equipe conseguiu retirar sete pessoas de um prédio destruído, enquanto outras quatro pessoas e um cachorro ainda permaneciam presos.
Em Pereira, capital do departamento de Risaralda, as autoridades informaram 60 mortes. A cidade teve quarteirões inteiros destruídos, enquanto imagens verificadas pela Reuters mostraram o aeroporto balançando violentamente durante o tremor, com partes do teto desabando enquanto pessoas procuravam abrigo. Outras 13 mortes foram registradas em Chocó, região rural próxima ao epicentro do terremoto.
A situação também provocou medidas de segurança em Cali e Pereira. Após relatos de saques, De la Espriella anunciou o envio de mil integrantes das forças de segurança para Cali. As duas cidades adotaram toque de recolher na noite de segunda-feira (10). O presidente afirmou que o governo atuaria para proteger a população e prestar a assistência necessária nas áreas atingidas.
O terremoto também atingiu cidades como Manizales, onde uma das torres de uma catedral histórica sofreu rachaduras. O desastre foi comparado ao terremoto de 1999, que devastou a mesma região cafeeira e matou mais de mil pessoas, e aos terremotos que atingiram a vizinha Venezuela em junho e deixaram mais de 6.300 mortos. Enquanto as equipes continuam procurando vítimas entre os escombros, autoridades colombianas avaliam a extensão dos danos e temem que o número de mortos aumente.
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