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Condefact veta realização do Flipoços no Parque José Afonso Junqueira a partir de 2027

  • há 3 horas
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Reprodução
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O Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Poços de Caldas (Condephact) decidiu impedir a realização do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipocos) no Parque José Afonso Junqueira a partir de 2027. A decisão foi baseada em um relatório técnico da Prefeitura, que apontou irregularidades na utilização do espaço durante as últimas edições do evento.
Nos últimos três anos, o parque sediou o Flipocos. Durante a edição realizada neste ano, uma vistoria da Secretaria Municipal de Turismo identificou situações consideradas inadequadas, entre elas a utilização de cadeiras sobre o gramado, a instalação de tendas em áreas verdes e estruturas elétricas apontadas como fora dos padrões de segurança.
Outro fator levado em consideração pelo Condephact foi o tombamento do conjunto arquitetônico hoteleiro de Poços de Caldas como Patrimônio Cultural de Minas Gerais, reconhecimento concedido em abril deste ano. O Parque José Afonso Junqueira integra esse conjunto histórico.
A idealizadora do Flipocos, Gisele Ferreira, contestou as justificativas apresentadas e afirmou que toda a estrutura do festival é planejada para preservar o patrimônio. Segundo ela, as tendas são montadas sem perfuração do solo, utilizando sistemas de peso protegidos, e o palco instalado no parque mantém harmonia com o ambiente. Gisele também defendeu o uso do gramado pelo público, afirmando que a ocupação ocorre de forma organizada e respeitosa.
Ao longo do ano, o Parque José Afonso Junqueira recebe diversos eventos públicos e privados. Diante da decisão do conselho, a organização do Flipocos iniciou diálogo com representantes do Condephact e da administração municipal para tentar encontrar uma alternativa que permita a permanência do festival no local.
Outro ponto levantado pela Prefeitura foi a ausência de contrapartidas financeiras destinadas especificamente à conservação do parque. A organização do Flipocos, no entanto, informou que somente a taxa paga pela utilização do espaço nesta edição ultrapassou R$ 23 mil.
Gisele Ferreira afirmou que continuará defendendo a realização do festival no Parque José Afonso Junqueira e buscará reverter a decisão. Segundo ela, o evento possui forte ligação com a identidade cultural e literária de Poços de Caldas e faz parte da história da cidade.
Em nota, o Condephact informou que não favorece nem prejudica qualquer evento ou organização. O conselho explicou que cada solicitação é analisada individualmente, considerando critérios técnicos como período de realização, tempo de ocupação, estruturas previstas, impactos sobre o patrimônio histórico e medidas de mitigação apresentadas pelos organizadores.
O órgão também esclareceu que os valores pagos pelo Flipocos referem-se exclusivamente à utilização do espaço público municipal e não possuem destinação específica para a conservação do Parque José Afonso Junqueira.

Gazeta de Varginha

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