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Minas Gerais permanece em alerta para casos graves de doenças respiratórias, aponta Fiocruz

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Enquanto a maior parte dos estados brasileiros já começou a registrar redução nos casos de vírus sincicial respiratório (VSR), Minas Gerais permaneceu entre as unidades da federação com crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em tendência de longo prazo. O cenário foi apontado pelo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que classificou o estado em nível de alerta ou alto risco.
De acordo com a Fiocruz, o VSR continua sendo uma das principais causas de bronquiolite em crianças pequenas, concentrando a maior incidência de SRAG em menores de 2 anos de idade. A fundação também destacou que a situação em Minas Gerais foi agravada pela circulação persistente de outros vírus respiratórios, como a influenza.
Mesmo com o fim do período de sazonalidade em boa parte do país, os casos graves provocados pelo vírus influenza A permaneceram elevados em Minas Gerais, além dos estados do Paraná e de Roraima. O boletim também indicou que a influenza B manteve ritmo de crescimento em estados da região Centro-Sul, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Distrito Federal. Além de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também foram classificados em situação de alerta ou alto risco para casos de SRAG.
O levantamento ainda chamou a atenção para o perfil de gravidade da doença. Enquanto a maior incidência de SRAG foi registrada entre crianças menores de 2 anos, principalmente em decorrência do VSR, a maior parte dos óbitos ocorreu entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo a influenza A como principal responsável. A Fiocruz também demonstrou preocupação com a influenza B, devido à elevada mortalidade observada tanto em crianças pequenas quanto em idosos.
Na capital mineira, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, apenas nos primeiros 13 dias de julho, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os centros de saúde realizaram cerca de 29 mil atendimentos relacionados a doenças respiratórias. No acumulado de 2026, Belo Horizonte já havia registrado aproximadamente 356 mil atendimentos por esse tipo de enfermidade. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados cerca de 446 mil atendimentos.
Segundo a administração municipal, durante o período de sazonalidade das doenças respiratórias foram desenvolvidas diversas ações de prevenção, assistência e vigilância, além do monitoramento contínuo da situação epidemiológica e da capacidade de atendimento da rede de saúde.
Apesar do cenário de alerta em Minas Gerais, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a rede municipal respondeu de forma eficiente durante o período, sem registrar pressão assistencial. As equipes permaneceram preparadas, os estoques de medicamentos e insumos mantiveram-se abastecidos e o monitoramento seguiu constante para garantir o atendimento à população.
Diante do aumento dos casos graves, a Fiocruz reforçou a importância da vacinação como principal forma de prevenção. A instituição também orientou a população a manter hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência e cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar. Pessoas com sintomas de gripe ou resfriado devem permanecer em isolamento sempre que possível e, caso precisem sair de casa, utilizar máscara para reduzir o risco de transmissão. Fonte: BHAZ

Gazeta de Varginha

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