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Congresso sinaliza resistência à possível revogação da “taxa das blusinhas”

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Representantes de frentes parlamentares ligadas ao setor produtivo afirmaram que o governo federal deve enfrentar resistência no Congresso Nacional caso avance com a proposta de revogar a chamada “taxa das blusinhas”.
Embora integrantes do Palácio do Planalto defendam a medida, o governo ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o tema. A discussão ganhou força após sondagens indicarem que a taxação teve impacto relevante na popularidade da gestão federal.
Parlamentares avaliam que a possível revogação tem apelo popular e pode atrair apoio de parte do Legislativo, sobretudo em um ano eleitoral. No entanto, congressistas mais alinhados com demandas da indústria nacional demonstram resistência à mudança.
O fim da isenção para compras internacionais de até US$ 50 foi aprovado em 2024 com o argumento de que setores como têxtil, eletrônicos e brinquedos enfrentavam dificuldades para competir com produtos importados devido à carga tributária mais elevada no Brasil.
O presidente da Frente Parlamentar do Brasil Competitivo, deputado Júlio Lopes (PP-RJ), classificou a possível revogação como prejudicial à indústria nacional e afirmou que se posicionará contra a medida.
“Permitir a importação sem imposto é quebrar a indústria nacional, que já encontra dificuldade em um país de juros altíssimos e com uma população altamente endividada. É um atentado contra a produtividade brasileira”, declarou.
Entre os parlamentares contrários à revogação, a tendência é pressionar o governo para que também reduza os impostos sobre produtos nacionais, caso a medida avance, buscando maior equilíbrio entre a produção interna e os itens importados.
O coordenador da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, Joaquim Passarinho (PL-PA), afirmou que está aberto ao debate, mas destacou que o Congresso deverá cobrar compensações, inclusive do ponto de vista fiscal.
Segundo dados da Receita Federal, o imposto de importação sobre encomendas internacionais gerou arrecadação de cerca de R$ 5 bilhões no último ano.
“E não basta ver a arrecadação com a importação. Depois disso, muita gente voltou a comprar no Brasil. Representantes da Renner me indicaram que a taxa aumentou as vendas deles nesses produtos em 11%. O quanto o governo arrecadou com isso? O governo está preocupado com o voto. Não vejo problema em discutir, só queremos que discutam em bases racionais”, afirmou.

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Gazeta de Varginha

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