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Construção civil em Minas tem aumento de 4,03% em 2025, mas mantém menor alta do ano em novembro

  • gazetadevarginhasi
  • 12 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O custo da construção civil em Minas Gerais acumula alta de 4,03% no ano, segundo dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Caixa Econômica Federal. Apesar do crescimento acumulado, o mês de novembro registrou o menor avanço do ano, com variação de apenas 0,05%.
Com isso, o metro quadrado da construção civil no estado passou a custar, em média, R$ 1.753,11, cerca de R$ 50 a mais do que o valor registrado em novembro de 2024. De acordo com o coordenador da pesquisa do IBGE em Minas, Venâncio da Mata, o aumento no custo da mão de obra tem sido um dos principais fatores que impulsionam o índice, especialmente em um contexto de baixa taxa de desemprego. O maior reajuste mensal de 2025 foi registrado em janeiro, com 1,60% de alta, motivado pelo dissídio coletivo da categoria.
Nos meses seguintes, os aumentos foram mais contidos. No segundo semestre, as variações mensais oscilaram entre 0,18%, em julho, e 0,33%, em setembro. Segundo o IBGE, a tendência é que o setor volte a sentir os impactos de reajustes salariais nos primeiros meses de 2026, o que pode pressionar os custos novamente. Além da mão de obra, outro fator que impacta os custos do setor é a taxa básica de juros (Selic), mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na reunião realizada nesta quarta-feira. Esta foi a terceira manutenção consecutiva da Selic no patamar mais alto desde o início do ciclo de aperto monetário. O cenário contribui para a postergação de investimentos, já que o crédito permanece caro para empresas e construtoras. A expectativa, no entanto, é de que o Copom possa iniciar uma redução gradual da Selic nas próximas reuniões, o que pode estimular novamente o setor.
No comparativo nacional, Minas Gerais se destacou como o quarto estado com menor aumento nos custos da construção civil em 2025. A alta de 4,03% no estado ficou abaixo da média nacional, que foi de 5,09% no período. Na composição do índice em Minas, a mão de obra acumulou alta de 6,75%, enquanto o custo com materiais subiu 3,92%.
Somente Tocantins (3,51%), Amazonas (3,60%) e Rio Grande do Norte (3,71%) apresentaram variações menores que Minas. Já os estados com as maiores altas foram Acre (7,97%), Ceará (7,41%) e Mato Grosso (7,38%).

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