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Copasa esclarece mudanças em contratos com municípios diante do processo de desestatização

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgou comunicado à imprensa esclarecendo as mudanças nos vínculos jurídicos com os municípios atendidos, em meio às discussões sobre o processo de desestatização e seus impactos nas cidades mineiras.

Segundo a companhia, as alterações estão alinhadas ao Novo Marco Legal do Saneamento Básico e têm como objetivo atualizar os contratos de prestação de serviços, garantindo metas de universalização e segurança jurídica na continuidade do abastecimento de água e tratamento de esgoto.

Atualização dos contratos e metas nacionais
De acordo com a Copasa, muitos contratos atuais não incluem de forma expressa as metas nacionais de universalização, que preveem:
  • 99% da população com acesso à água potável
  • 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033

Com a desestatização, a proposta é substituir os contratos vigentes por novos contratos de concessão, incorporando essas metas como obrigações contratuais.
  • Expansão dos serviços e cobertura territorial
Outro ponto destacado é a possibilidade de ampliação dos serviços de esgoto em municípios que hoje contam apenas com abastecimento de água.

Os novos contratos também poderão prever:
  • Implantação de sistemas de coleta e tratamento de esgoto
  • Indicadores de desempenho específicos por município
  • Expansão do atendimento para áreas rurais, distritos e povoados

Para viabilizar esse atendimento, será adotado um critério técnico de mínimo de 10 imóveis com distância de até 35 metros entre eles.
  • Segurança jurídica e prazos contratuais

A companhia afirma que o novo modelo garante maior segurança jurídica, já que os contratos seguirão as diretrizes do marco legal, permitindo a continuidade dos serviços sem necessidade de novas licitações municipais.

Os contratos também terão prazos harmonizados até 2073, o que permitirá:
  • Diluição dos custos de investimento 
  • Maior previsibilidade financeira 
  • Sustentabilidade do sistema

Tarifas e equilíbrio econômico
A Copasa destaca que o modelo mantém a tarifa uniforme entre os municípios atendidos, evitando que cidades menores tenham custos mais elevados.
Além disso, a medida busca garantir:
  •  Modicidade tarifária 
  • Evitar aumentos excessivos nas contas de água e esgoto
  • Benefícios sociais mantidos

Os programas sociais também serão preservados, incluindo:
  • Tarifa Social, com descontos de até 65% para famílias de baixa renda (CadÚnico ou BPC) - Repasse de até 4% da receita líquida para municípios com Fundo e Plano Municipal de Saneamento Básico
  • Compromisso ambiental
Na área ambiental, iniciativas como o Programa Pró-Mananciais continuarão sendo executadas conforme as diretrizes da Arsae-MG, reforçando a preservação dos recursos hídricos.
  • Canal de atendimento
Para dúvidas e esclarecimentos, a Copasa disponibilizou um canal exclusivo para gestores municipais pelo e-mail: atendimentoaosmunicipios@copasa.com.br
Fonte: COPASA
Divulgação: SINDJORI

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Gazeta de Varginha

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