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Criança de 9 anos sofreu acidente com a mesma equipe meses antes da morte de jovem em salto de rope jump em SP

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Três meses antes da morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, uma criança de 9 anos já havia se ferido em um acidente envolvendo a mesma equipe responsável pela atividade. O caso, revelado pelo Fantástico, reforça as investigações sobre as condições de segurança adotadas pelo grupo.

O acidente anterior ocorreu em março, na chamada Ponte do Esqueleto. Na ocasião, o menino participou do salto acompanhado por integrantes da equipe e acabou caindo após uma falha no sistema de frenagem, mecanismo responsável por reduzir a velocidade e garantir a segurança da descida.

Segundo relato de Luis Gustavo, integrante do grupo que participou do salto com a criança, o menino correu em direção ao ponto de salto e ele pulou logo em seguida. Pouco depois, percebeu que a criança não havia reagido como de costume e ouviu pessoas gritando o nome do garoto. Ao olhar para o lado, viu que ele estava caído no chão.

O pai do menino acompanhava a atividade e atuava como freelancer na equipe. Ele prestou depoimento à Polícia Civil na condição de testemunha durante a investigação.

Mesmo após esse acidente, as atividades do grupo continuaram. Em 13 de junho, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu ao ser lançada da mesma ponte sem estar presa à corda de segurança. Um vídeo gravado pelo celular da própria vítima mostrou que ela foi impulsionada para o salto sem o equipamento de proteção conectado ao corpo.

As investigações levaram ao indiciamento da organizadora da atividade, Evelyne dos Santos Gonçalves, por homicídio qualificado e fraude processual. Ela está presa desde 20 de junho. De acordo com a Polícia Civil, a acusação de fraude está relacionada a supostas tentativas de ocultar provas após os acidentes.

Conforme depoimento prestado por Luis Gustavo, logo após a morte da jovem ele recebeu uma ordem direta para recuperar a câmera utilizada durante o salto. Segundo ele, a organizadora teria pedido que o equipamento fosse recolhido para que o vídeo fosse apagado.

A investigação também identificou relatos de que procedimento semelhante teria ocorrido após o acidente envolvendo o menino de 9 anos. Uma ex-integrante da equipe afirmou, em mensagem de áudio apresentada durante a apuração, que houve orientação para retirar registros do episódio.

Além da organizadora, outros integrantes da equipe também foram responsabilizados. Três deles tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e foram indiciados por homicídio com dolo eventual, hipótese em que, segundo a investigação, assume-se o risco de produzir o resultado. Outros dois investigados tiveram as prisões revogadas e não foram indiciados.

A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias dos dois acidentes e as responsabilidades dos envolvidos.

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Gazeta de Varginha

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