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Dólar cai a R$ 5,25 e Bolsa tem forte alta com juros nos EUA em foco


Apesar de ter começado o dia em leve alta, chegando a ultrapassar os R$ 5,30 na máxima da sessão, o dólar devolveu os ganhos e fechou em queda de 0,88% na quinta-feira (6), cotado a R$ 5,249, em dia de bom desempenho dos ativos locais e com juros na Europa e nos Estados Unidos em foco.

O movimento seguiu um movimento global de baixa da moeda americana e ocorre após sucessivas altas do dólar ante o real.

Na sessão de quarta-feira (5), a divisa norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,2970, em alta de 0,22%, atingindo seu maior valor de fechamento desde 5 de janeiro de 2023.

O dia também foi positivo na Bolsa brasileira, que registrou alta de 1,22% e fechou aos 122.898 pontos, recuperando-se de uma sequência de quedas nas últimas sessões.

Nesta semana, o mercado ainda aguarda a divulgação do relatório de empregos fora do setor agrícola americano, o chamado "payroll", visto como essencial para definir o estado da economia dos Estados Unidos e alinhar apostas sobre o início da redução de juros no país. O dado será divulgado na sexta (7).

Nesta manhã, o foco dos mercados globais estava voltado ao anúncio da decisão de política monetária do BCE, que reduziu os custos dos empréstimos, até então em níveis recordes.

A instituição cortou sua taxa de depósito em 0,25 ponto percentual, para 3,75%, reconhecendo o avanço em sua batalha contra a inflação nos 20 países da zona do euro.

A alta dos preços estava em 10% no final de 2022 e tem desacelerado para pouco acima de sua meta de 2% nos últimos meses.

Mas esse progresso estagnou recentemente, e o que parecia ser o início de um grande ciclo de afrouxamento pelo BCE há apenas algumas semanas parece agora mais incerto devido a sinais de que a trajetória da inflação da zona do euro pode se mostrar instável, como tem sido o caso nos Estados Unidos.

"A não ser que os dados econômicos venham muito abaixo do esperado até a reunião de julho, aparentemente o BCE está confortável com a chance de ir bem vagaroso no processo de alívio monetário adiante. A hipótese de cortes de juros sequenciais a partir de hoje, no restante de 2024, parece ser algo praticamente descartado", afirma César Garritano, economista-chefe da Somma Investimentos.
Ele cita, ainda, que a demora do Fed em realizar um afrouxamento monetário também está sendo considerada pelas autoridades europeias.

Já Tim Winstone, gerente de portfólio na Janus Henderson, destaca que a decisão ocorre num momento em que os mercados estão reduzindo apostas sobre cortes de juros em todo o mundo desde o início do ano.

"A taxa de juros estabelecida na Europa pode acabar sendo mais baixa do que nos EUA, o que tem implicações para o BCE em termos de flexibilidade e ferramentas de política, bem como para os investidores. No entanto, a narrativa 'mais alta por mais tempo' não perdeu força e o caminho para a flexibilização na Europa, assim como em outros mercados desenvolvidos, parece ser gradual", diz Winstone.

No Ibovespa, a sessão foi impulsionada pela alta das commodities no exterior, que apoiou ações da Vale e da Petrobras, as maiores do índice.

As curvas de juros futuros locais registraram queda firme, ajustando-se à redução dos rendimentos nos títulos do Tesouro americano observada nas últimas sessões, o que também deu fôlego à Bolsa brasileira.

O fechamento da curva a termo brasileira ocorreu a despeito de, pela manhã, Campos Neto ter reiterado preocupações do BC com o avanço das expectativas de inflação.

"As expectativas de mercado têm piorado consistentemente, o que é um fator de preocupação", disse Campos Neto durante palestra no MKBR24, evento promovido pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e pela B3, em São Paulo.
Por outro lado, Campos Neto voltou a afirmar que a inflação no Brasil está no "processo de convergência" e disse que o número mais recente de inflação foi bom.

O movimento foi visto como uma correção, após os indicadores domésticos terem se descolado do otimismo do mercado americano nesta semana.
Fonte: O Tempo

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