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Delator de Fábio Luís Lula da Silva relata risco de vida ao STF e solicita proteção

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O principal delator do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que corre risco de vida e pediu proteção do Estado. O nome da testemunha não foi divulgado a pedido do próprio delator.

Em depoimentos prestados à Polícia Federal em 2025, ele declarou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, pagaria mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos de saúde do governo para a comercialização de produtos relacionados ao canabidiol. As defesas de Camilo e de Lulinha negam as acusações apresentadas nas investigações.

Os advogados do delator apresentaram em fevereiro uma petição ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, relatando os riscos enfrentados após a colaboração com as autoridades. Segundo a defesa, a testemunha participou das investigações da chamada Operação Sem Desconto e forneceu informações consideradas relevantes para o avanço do caso.

De acordo com a petição, o delator passou a sofrer exposição após vazamentos sobre o conteúdo de seus depoimentos. Os advogados também afirmam que imagens dele e de familiares, principalmente de sua filha, teriam sido retiradas de redes sociais e compartilhadas com terceiros, aumentando os riscos à sua segurança.

A defesa argumenta que a proteção da integridade física e psicológica do colaborador é necessária não apenas para sua segurança pessoal, mas também para garantir que as investigações prossigam de forma segura. Segundo os advogados, o delator colaborou com as autoridades no cumprimento de um dever cívico ao fornecer informações relevantes para a apuração dos fatos.

O delator chegou a receber a oferta de inclusão em um programa estatal de proteção a testemunhas, que pode envolver medidas como mudança de domicílio, preservação de identidade e restrição de contatos pessoais e profissionais. Ele, no entanto, avaliou que essas condições seriam excessivamente restritivas e implicariam alterações profundas em sua vida familiar e profissional.

O ministro André Mendonça autorizou a adoção de medidas de proteção, mas as negociações com a Polícia Federal não avançaram. Segundo fontes da PF, o órgão não negocia modelos específicos de proteção e a testemunha precisa aderir aos programas previstos em lei para receber a segurança oficial.

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Gazeta de Varginha

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