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SeloVerde consolida produção do Sul de Minas como referência para a União Europeia

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A exportação de 360 sacas de café especial para a Itália, concluída no mês de abril, marcou um passo decisivo para a cafeicultura mineira no cenário global. O lote, originário da Região Vulcânica de Poços de Caldas, tornou-se o primeiro da associação local a utilizar o SeloVerde MG como ferramenta de validação para o mercado internacional. A plataforma, gerida pelo Governo de Minas, funciona como um passaporte de conformidade socioeconômica e ambiental, antecipando as rigorosas exigências de sustentabilidade que passarão a reger o comércio entre continentes nos próximos meses.
O diferencial competitivo deste embarque, vindo da Fazenda da Serra, residiu na comprovação de boas práticas agrícolas, como a preservação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e reservas legais, além do estrito cumprimento das normas trabalhistas. O sistema, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura (Seapa) e pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) em colaboração com a UFMG, utiliza dados oficiais para monitorar mais de 1,1 milhão de propriedades rurais. Premiada pela FAO, a ferramenta permite que cadeias como as de café, soja e pecuária comprovem rastreabilidade de forma gratuita, exigindo apenas o número do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para a emissão de relatórios de conformidade.
A relevância dessa certificação digital ganha contornos estratégicos diante do calendário econômico de 2026. Em maio, entra em vigor o Acordo de Parceria Estratégica entre Mercosul e União Europeia, que prioriza o intercâmbio comercial baseado em dados públicos auditáveis. Simultaneamente, o SeloVerde MG prepara o produtor para o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), previsto para julho de 2026, que restringirá a entrada de produtos vinculados à supressão de vegetação nativa. Ao oferecer transparência sem custos adicionais, a iniciativa mineira posiciona o estado na vanguarda da agricultura sustentável, garantindo que o café sul-mineiro continue ocupando as prateleiras mais exigentes do mundo.

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Gazeta de Varginha

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