Deltan Dallagnol acompanha Flávio Bolsonaro em debate e usa camiseta com PowerPoint da Lava Jato
há 5 horas
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Reprodução Redes Sociais
Deltan Dallagnol, senador eleito pelo Paraná pelo partido Novo, acompanhou Flávio Bolsonaro (PL) no debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes no domingo (18), durante o segundo turno das eleições de 2026. O ex-procurador da República chamou a atenção ao usar uma camiseta com uma mensagem sobre a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma imagem da apresentação em PowerPoint que marcou a atuação da força-tarefa da Operação Lava Jato.
A camiseta trazia a frase “Eu prendi o Lula, o STF soltou”, acompanhada de uma reprodução do material apresentado por Dallagnol em 2016, quando ele integrava a força-tarefa da Lava Jato e apresentou publicamente acusações contra Lula no caso do tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo.
Durante o debate, Dallagnol ficou sentado na primeira fileira da área reservada aos convidados de Flávio Bolsonaro. Ao lado dele estava Sérgio Moro, ex-juiz da Lava Jato e governador eleito do Paraná pelo PL. Uma fotografia divulgada nas redes sociais mostrou os dois juntos nos bastidores do evento, com Dallagnol vestindo a camiseta.
Pessoas próximas aos dois afirmaram que a intenção era “relembrar ao Lula quem foi que o prendeu”. A presença de Dallagnol e Moro também chamou atenção pelo envolvimento de ambos nos processos da Lava Jato que levaram à prisão do atual presidente em 2018.
Entre os convidados que acompanharam Flávio no estúdio estavam ainda o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e os senadores eleitos por São Paulo Guilherme Derrite e André do Prado.
Lula, por sua vez, esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), da deputada federal Tabata Amaral (PSB) e das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva.
A origem do PowerPoint da Lava Jato
A imagem estampada na camiseta remete à apresentação divulgada em 2016 pela então força-tarefa da Operação Lava Jato. Na ocasião, Dallagnol apresentou slides para explicar os elementos da denúncia contra Lula relacionada ao tríplex do Guarujá. O material colocou o nome do petista no centro de um esquema que, segundo a acusação apresentada naquele momento, envolvia uma organização criminosa.
A apresentação provocou controvérsia por associar visualmente Lula à suposta estrutura criminosa investigada antes do julgamento definitivo do caso. A repercussão também levou a uma disputa judicial envolvendo a forma como o então procurador expôs publicamente as acusações.
Em março de 2022, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou Dallagnol a indenizar Lula por danos morais em razão da apresentação. A decisão foi tomada por quatro votos a um, e a indenização foi posteriormente fixada em R$ 146 mil.
O entendimento dos ministros foi de que a exposição pública ultrapassou os limites da atuação do procurador e causou dano à honra e à imagem do então ex-presidente.
A camiseta usada por Dallagnol no debate da Band trouxe novamente o episódio para o centro da disputa política entre Lula e Flávio Bolsonaro, ao recuperar um dos símbolos mais conhecidos da Operação Lava Jato em um confronto eleitoral entre os dois candidatos à Presidência.
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