Demissão de profissionais do Samu vira debate na ALMG e acende alerta sobre atendimento em BH
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Demissões no Samu entram em debate na ALMG e preocupam sobre impactos no atendimento em BH.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza, nesta terça-feira (5), uma audiência pública para discutir os efeitos da redução de profissionais no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Belo Horizonte. O encontro, promovido pela Comissão de Direitos Humanos, ocorre no auditório José Alencar, a partir das 16h.
O debate foi solicitado pela deputada Bella Gonçalves (PT) e tem como foco principal a demissão de 34 técnicos de enfermagem, prevista para ocorrer a partir do dia 1º de maio. A situação motivou o Ministério Público de Minas Gerais a ingressar com uma ação civil pública, com pedido de liminar para suspender a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte.
Segundo o Executivo municipal, os desligamentos seguem protocolos do Ministério da Saúde, uma vez que os profissionais foram contratados de forma temporária durante a pandemia de Covid-19, em 2020, com prazo previamente estabelecido.
Impactos no atendimento
Atualmente, as ambulâncias de suporte básico operam com um motorista e dois técnicos de enfermagem. Com a mudança, parte das unidades passará a contar com apenas um técnico por plantão, o que, na avaliação da parlamentar, pode comprometer o atendimento à população.
Bella Gonçalves argumenta que a redução da equipe pode afetar diretamente o direito à saúde e à vida, ao comprometer a qualidade e a agilidade do serviço prestado.
De acordo com informações do Ministério Público, o Samu já enfrenta dificuldades estruturais, atendendo uma população superior a 2 milhões de habitantes, com tempo médio de resposta entre 40 e 50 minutos — podendo chegar a até 4 horas em momentos de alta demanda.
Contexto e questionamentos
A medida também gerou protestos de profissionais, que se manifestaram em frente à sede da prefeitura no fim de abril. Para o Ministério Público, a redução no quadro de trabalhadores contrasta com o decreto de situação de emergência em saúde pública na capital, motivado pelo aumento de casos de síndromes respiratórias.
Outro ponto levantado durante o debate é o possível subfinanciamento da saúde pública. Segundo a deputada, há indícios de conflito federativo em relação aos repasses, o que pode impactar diretamente a manutenção dos serviços.
Estrutura após mudanças
Com a nova configuração, o Samu de Belo Horizonte deverá contar com 677 profissionais distribuídos em 28 ambulâncias:
22 Unidades de Suporte Básico (USB)
6 Unidades de Suporte Avançado (USA)








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