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Demissão de profissionais do Samu vira debate na ALMG e acende alerta sobre atendimento em BH

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
Demissão de profissionais do Samu vira debate na ALMG e acende alerta sobre atendimento em BH
Divulgação
Demissões no Samu entram em debate na ALMG e preocupam sobre impactos no atendimento em BH.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza, nesta terça-feira (5), uma audiência pública para discutir os efeitos da redução de profissionais no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Belo Horizonte. O encontro, promovido pela Comissão de Direitos Humanos, ocorre no auditório José Alencar, a partir das 16h.

O debate foi solicitado pela deputada Bella Gonçalves (PT) e tem como foco principal a demissão de 34 técnicos de enfermagem, prevista para ocorrer a partir do dia 1º de maio. A situação motivou o Ministério Público de Minas Gerais a ingressar com uma ação civil pública, com pedido de liminar para suspender a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte.

Segundo o Executivo municipal, os desligamentos seguem protocolos do Ministério da Saúde, uma vez que os profissionais foram contratados de forma temporária durante a pandemia de Covid-19, em 2020, com prazo previamente estabelecido.

Impactos no atendimento
Atualmente, as ambulâncias de suporte básico operam com um motorista e dois técnicos de enfermagem. Com a mudança, parte das unidades passará a contar com apenas um técnico por plantão, o que, na avaliação da parlamentar, pode comprometer o atendimento à população.

Bella Gonçalves argumenta que a redução da equipe pode afetar diretamente o direito à saúde e à vida, ao comprometer a qualidade e a agilidade do serviço prestado.

De acordo com informações do Ministério Público, o Samu já enfrenta dificuldades estruturais, atendendo uma população superior a 2 milhões de habitantes, com tempo médio de resposta entre 40 e 50 minutos — podendo chegar a até 4 horas em momentos de alta demanda.

Contexto e questionamentos
A medida também gerou protestos de profissionais, que se manifestaram em frente à sede da prefeitura no fim de abril. Para o Ministério Público, a redução no quadro de trabalhadores contrasta com o decreto de situação de emergência em saúde pública na capital, motivado pelo aumento de casos de síndromes respiratórias.

Outro ponto levantado durante o debate é o possível subfinanciamento da saúde pública. Segundo a deputada, há indícios de conflito federativo em relação aos repasses, o que pode impactar diretamente a manutenção dos serviços.

Estrutura após mudanças
Com a nova configuração, o Samu de Belo Horizonte deverá contar com 677 profissionais distribuídos em 28 ambulâncias:
  • 22 Unidades de Suporte Básico (USB)
  • 6 Unidades de Suporte Avançado (USA)

Das unidades básicas, 13 terão apenas um técnico de enfermagem por plantão, enquanto nove manterão dois profissionais.

Participação na audiência
Foram convidados representantes da prefeitura, incluindo as secretarias municipais, além do Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Secretaria de Estado da Saúde e conselhos de saúde.

Entidades sindicais e representantes dos trabalhadores também devem participar, ampliando o debate sobre os impactos sociais e trabalhistas da medida.
Fonte: Almg

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Gazeta de Varginha

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