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Dependentes de dispositivos móveis

  • 3 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura
Divulgação

Ao enfatizar que o conteúdo em questão está longe de promover a "tecnofobia", Dagomir Marquezi, em reportagem publicada na Revista Oeste, discute maneiras mais eficazes de utilizar smartphones. Para isso, ele compartilha um pequeno trecho originalmente produzido pelo jornalista Eric Athas para o jornal norte-americano The New York Times.

 

Segue um extrato da reportagem sobre dispositivos móveis: "Pratique o autocontrole. Quando estiver realizando algo útil e sentir aquela vontade de dar apenas uma olhada no Instagram, resista. O autocontrole é como um músculo: precisa ser exercitado. E isso se aplica a tudo. O Dr. Richard J. Davidson, diretor do Centro para Mentes mais Saudáveis da Universidade de Wisconsin-Madison, descreve o processo: 'Quando você reconhecer a necessidade, simplesmente pergunte a si mesmo: 'Eu realmente preciso fazer isso agora?'. Você pode optar por dar uma olhada no Instagram, mas é importante treinar o cérebro para resistir. É o mesmo processo que nos impede de comer chocolate ou beber álcool o dia todo. Disciplina.
 
Evite usar seu celular em movimento. Além de ser perigoso, isso empobrece a experiência de vida. Se estiver passeando em um parque, indo para o ponto de ônibus ou dirigindo para o trabalho, há muitas coisas acontecendo que merecem sua atenção. Podem ser coisas boas ou ruins, não importa. Mas sua experiência é enriquecida por elas. Claro, se estiver caminhando em um local seguro, pode ouvir música com fones de ouvido conectados ao celular. No entanto, parar a cada cem metros para verificar se há mensagens não é saudável. 'Estamos perdendo uma riqueza de informações e sinais no mundo ao nosso redor', resumiu a psiquiatra norte-americana Anna Lembke ao NYT. 'E também estamos nos privando da oportunidade de processar e interpretar o que vivenciamos.'
 
Faça pequenas pausas tecnológicas — quase ninguém sugere que você desligue o celular por uma semana. Mas desconectar o smartphone por 15 minutos pode ser muito terapêutico. É como entrar em um quarto escuro e lidar com a ansiedade. Em 15 minutos, algo MUITO importante pode acontecer em sua vida? Talvez, mas essa possibilidade é muito pequena. Além disso, uma das coisas que tornam o celular tão útil é o fato de que o que você não viu nesses 15 minutos — uma mensagem, um post imperdível — estará lá quando você ligá-lo novamente."
 
Estudos indicam que indivíduos que realizam múltiplas tarefas simultaneamente, como usar o celular enquanto caminham ou executam outras atividades, tendem a experimentar níveis mais elevados de estresse. Isso ocorre porque a multitarefa é consistentemente associada a um aumento do estresse nas pessoas. Há evidências sugerindo que mesmo atividades aparentemente simples, como caminhar enquanto se usa o telefone, podem contribuir para esse aumento do estresse, mesmo que não percebamos isso no momento, já que nossa atenção está totalmente focada no dispositivo móvel e não no ambiente ao nosso redor.
 Fonte: Revista Oeste

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