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Deputado diz que não é “normal” que preso decida eleição ao comentar aprovação do PL Antifacção

  • 25 de fev.
  • 1 min de leitura
Reprodução
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O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) afirmou, em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (25), que considera anormal a ideia de que uma pessoa que esteja presa possa “decidir o futuro do país por meio do voto”, ao comentar o teor do Projeto de Lei Antifacção (PL Antifacção) aprovado no dia anterior pela Câmara dos Deputados.

Derrite, que foi relator da proposta na Câmara, destacou em sua declaração: “Eu não conheço alguém que ache normal que alguém que está à margem da sociedade, cometeu um crime e está preso, possa decidir o futuro do país por meio do voto”, referindo-se diretamente ao trecho do projeto que trata da restrição do direito de voto de pessoas presas envolvidas com organizações criminosas, e criticando a participação eleitoral de detentos nesse contexto.

O texto do PL aprovado na noite de terça-feira (24/02/2026) reverteu alterações feitas anteriormente pelo Senado Federal na proposta original, recuperando previsões que incluem o corte do auxílio-reclusão para familiares de líderes de facções e a restrição ao direito ao voto de presos envolvidos nessas organizações criminosas.

Derrite afirmou ainda que a iniciativa visou, em sua avaliação, “trazer moralidade e esperança ao povo brasileiro”, ao defender a aprovação das medidas pelo plenário da Câmara.

O projeto, após ser aprovado pelos deputados, segue agora para análise do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode optar por sanção ou veto aos dispositivos do texto final.

Durante a entrevista, o deputado afirmou ter “certeza absoluta de que o Congresso Nacional vai ter maioria para derrubar o veto”, caso o presidente escolha impedir algum trecho da proposta, sinalizando confiança na sustentação parlamentar do PL Antifacção.

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Gazeta de Varginha

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