Deputado Kim Kataguiri deixa União Brasil e anuncia filiação ao partido Missão, ligado ao MBL
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O deputado federal Kim Kataguiri anunciou sua saída do União Brasil para se filiar ao Missão, legenda ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL). A decisão foi divulgada pelo parlamentar em março de 2026 e marca a migração de um dos principais nomes do movimento para a sigla criada pelo próprio grupo político.
Fundador do MBL, Kataguiri já era considerado um nome esperado no novo partido desde o período em que a legenda coletava assinaturas para obter registro. Com a mudança, ele se torna o primeiro parlamentar federal a integrar o Missão, ampliando a presença institucional do movimento no Congresso Nacional.
A filiação do deputado será oficializada em 19 de março, durante um evento previsto para ocorrer em um bar na cidade de São Paulo. Na mesma ocasião, também está prevista a filiação de Rafael Minatogawa, ex-chefe de gabinete de Kataguiri e atual subprefeito da Vila Mariana.
Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou que seu mandato foi marcado por uma “luta solitária” no Congresso e que espera ter maior apoio político com a consolidação da nova legenda. Segundo ele, a formação de uma bancada vinculada ao partido poderá ampliar a atuação do grupo dentro da Câmara dos Deputados.
O partido Missão foi criado a partir do MBL e busca se apresentar como uma legenda de caráter liberal, com propostas voltadas para combate à corrupção, redução de privilégios no setor público e reformas institucionais. A sigla também defende uma gestão pública mais profissionalizada e medidas mais rígidas na área de segurança pública.
Entre as propostas defendidas por lideranças do partido está o endurecimento da legislação penal e o enfrentamento direto a organizações criminosas. O presidente do MBL e dirigente do partido, Renan Santos, tem defendido políticas de combate radical a facções ligadas ao narcotráfico e mudanças constitucionais relacionadas à segurança pública.
O MBL ganhou projeção nacional em 2014, ao organizar manifestações que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Desde então, o movimento passou a atuar na política institucional por meio de candidatos eleitos em diferentes partidos, até a criação da própria legenda.
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