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Derrota no Congresso sobre IOF evidencia atritos entre governo Lula e parlamentares

  • gazetadevarginhasi
  • 26 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura
Na última quarta-feira (25), o Congresso Nacional impôs uma significativa derrota ao governo Lula ao aprovar a derrubada do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A votação na Câmara foi expressiva, com 383 votos a favor e apenas 98 contra a medida do Executivo. No Senado, a decisão ocorreu de forma simbólica, sem a contagem nominal dos votos.
A base aliada foi pega de surpresa, especialmente porque esperava que Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, adiasse a votação por pelo menos mais uma semana. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), só soube da votação pelas redes sociais. Além disso, o relator escolhido foi o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), um bolsonarista ferrenho, o que foi interpretado como uma provocação direta ao Planalto.
O clima entre os aliados do governo era de impotência diante da situação. Muitos parlamentares sequer estavam em Brasília, em razão das festas juninas e do modelo semipresencial da sessão. A previsão é que a derrubada do aumento do IOF resulte em um contingenciamento de R$ 12 bilhões no orçamento, afetando diretamente áreas como saúde e educação, além de cortar cerca de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares.
A insatisfação do Congresso com o Executivo se dá por diversos fatores, incluindo o que consideram tentativas do governo de retratar o Legislativo como vilão na questão da conta de luz, após vetos presidenciais sobre o marco das eólicas offshore. Outro motivo de atrito é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Antes respeitado como articulador, Haddad passou a ser criticado por declarações recentes contra o ritmo de votações no Congresso e projetos que ampliam o número de deputados.
Internamente, Hugo Motta também enfrenta pressões do Centrão e da oposição, que exigem uma postura mais combativa diante do Executivo. O grupo político teme que ele esteja se alinhando demais a Lula, o que poderia comprometer sua liderança.
Outro ponto de atrito é o atraso no pagamento de emendas parlamentares. Deputados afirmam estar recebendo apenas repasses de 2023 e 2024, enquanto decisões do STF sobre transparência complicam ainda mais a liberação dos recursos. Apesar de o governo ter acelerado os pagamentos na última semana — subindo de R$ 6,3 bilhões para R$ 6,9 bilhões —, o Congresso ainda considera insuficiente.
Mesmo diante do revés, Lula manteve o discurso de polarização em um evento recente, apostando na narrativa do “nós contra eles”.

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