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Doação de corpos para UFMG bate recorde em 2025, e cadastros aumentam 16,3%

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

fonte: o tempo
fonte: o tempo
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) registrou, em 2025, o maior número de doações de corpos desde a criação do programa Vida Após a Vida, alcançando um recorde histórico. Ao todo, foram 27 doações ao longo do ano, contra 21 em 2024, o que representa um crescimento de 28,5%.
Além do aumento nas doações efetivadas, o número de cadastros também apresentou avanço significativo. Em 2025, 199 pessoas se inscreveram como doadoras, frente a 171 no ano anterior, um crescimento de 16,3%. Os corpos doados são utilizados principalmente no ensino de anatomia, na formação de estudantes da área da saúde e no aprimoramento de técnicas cirúrgicas.
Segundo a professora Pollyana Costa, do Departamento de Anatomia e Imagem da Faculdade de Medicina da UFMG e coordenadora do programa, o crescimento está diretamente ligado à maior conscientização da população sobre a importância da doação para a ciência e para a formação de profissionais da saúde. De acordo com ela, o uso de corpos reais permite um aprendizado mais fiel da anatomia humana, algo que não pode ser totalmente reproduzido por modelos artificiais.
A professora destaca ainda que os benefícios do programa vão além do ensino básico. Em outubro do ano passado, por exemplo, foi retomado o transplante de pulmão no Hospital das Clínicas da UFMG, após um período de suspensão. O treinamento da equipe responsável pelo procedimento foi realizado com cadáveres doados à universidade.
Apesar de ainda cercada por tabus e mitos, a doação de corpos vem ganhando novos significados. Entre as dúvidas mais comuns, está a crença de que não é permitido realizar velório, o que não procede. Conforme explica a coordenação do programa, a cerimônia pode ocorrer normalmente, sendo recomendado apenas que seja mais breve. Outro ponto esclarecido é que o doador pode desistir a qualquer momento, conforme previsto no artigo 14 do Código Civil brasileiro.
O programa Vida Após a Vida foi criado em 1999 e, desde então, tem ampliado o alcance e a relevância dentro da universidade. Em 2025, dos 29 corpos recebidos, três eram de fetos. A instituição ainda trabalha para traçar um perfil mais detalhado dos doadores, mas já observa que muitos deles têm vínculo com a própria UFMG, incluindo professores e servidores.
Qualquer pessoa maior de 18 anos pode se cadastrar para a doação de corpo, sem pré-requisitos ou contraindicações. O processo envolve entrevista, esclarecimento dos procedimentos e assinatura de um termo com duas testemunhas. Menores de idade também podem ser doadores, desde que haja autorização da família. O agendamento da entrevista pode ser feito pelo telefone (31) 3409-9739.

Gazeta de Varginha

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