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Doação de corpos à UFMG bate recorde e fortalece a formação médica

  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

fonte: itatiaia
fonte: itatiaia
O programa de doação de corpos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) alcançou números recordes em 2025, consolidando-se como um importante pilar para a formação de profissionais da saúde e para o avanço científico. Em Belo Horizonte, a iniciativa tem despertado interesse crescente da população.
Segundo a professora Pollyana Helena Vieira Costa, em 2024 foram registrados 171 cadastros de doadores, número que subiu para 203 em 2025. Já em relação aos doadores efetivados — pessoas falecidas cujos corpos foram destinados à universidade —, a UFMG recebeu 27 doações em 2025, contra 21 no ano anterior, o maior volume desde a criação do programa, em 1999.
Apesar dos benefícios para o ensino e a pesquisa, a doação ainda gera dúvidas. A professora explica que o primeiro contato pode ser feito por telefone, e-mail ou redes sociais da universidade. Após o agendamento, o interessado participa de uma entrevista, assina o termo de doação, preenche os dados pessoais e recebe uma carteirinha de doador.
Pollyana destaca que, após o falecimento, é fundamental que a família comunique a UFMG, já que a instituição não tem acesso automático a registros de óbito. “A pessoa manifesta a vontade em vida, mas, se os familiares não entrarem em contato, a universidade não fica sabendo da morte”, explica.
A oficialização da doação ocorre em cartório, com acompanhamento da equipe da UFMG. Os corpos doados são utilizados na formação e no treinamento de profissionais da saúde, inclusive em cursos e procedimentos de alta complexidade, como cirurgias de coluna e técnicas avançadas, permitindo que médicos treinem antes de atuar diretamente em pacientes.
Para a professora, nenhum recurso tecnológico substitui a experiência proporcionada pelo corpo humano. “A doação é extremamente importante porque peças de plástico, inteligência artificial ou realidade aumentada não conseguem oferecer o mesmo nível de informação que um corpo humano”, afirma.

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Gazeta de Varginha

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