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Doação múltipla após morte encefálica pode beneficiar até sete pessoas em Minas

  • gazetadevarginhasi
  • 20 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura

Fonte: IA
Fonte: IA
A morte encefálica de um adolescente de 15 anos, vítima de um acidente de moto, resultou em um gesto de solidariedade em Carangola, na Zona da Mata mineira. A família autorizou a doação múltipla de órgãos, e um helicóptero transportou na noite desta quarta-feira (19/11) o coração e os rins do jovem para pacientes que aguardam transplantes em Minas Gerais.

Segundo Hugo Oliveira, enfermeiro coordenador da UTI adulto e membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (Cihdott) da Casa de Caridade de Carangola, cada doação pode beneficiar “três, quatro, até sete pessoas”. Ele destaca que poucas famílias discutem o tema:“Na hora do luto não é o momento de convencer ninguém. É importante que o desejo seja comunicado antes.”

Oliveira explica que a viabilidade da doação depende de vários fatores, incluindo a estabilização do paciente e o tipo de morte. Apenas casos de morte encefálica, frequentemente decorrentes de traumatismo craniano ou AVC hemorrágico, permitem a doação. Ele ressalta que doadores jovens aumentam as chances de sucesso do transplante.

Em agosto, a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) projetou que o estado pode ultrapassar a marca de 2 mil transplantes em 2025, crescimento estimado em 10% em relação ao ano passado. O aumento é atribuído à capacitação de equipes, melhorias logísticas e à descentralização promovida pelo MG Transplantes, que agiliza o atendimento aos hospitais.
Fonte: Estado de Minas

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