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Dono do Banco Master continua atrás das grades: STF aponta “milícia privada” de Vorcaro

  • há 44 minutos
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Dono do Banco Master continua atrás das grades: STF aponta “milícia privada” de Vorcaro
Divulgação
STF mantém prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. A decisão colegiada referenda a ordem do ministro André Mendonça, que apontou riscos de obstrução da Justiça e coação por meio de uma estrutura criminosa organizada e armada.

Quem é Daniel VorcaroVorcaro é controlador do Banco Master, instituição que teve suas atividades encerradas pelo Banco Central após insuficiência de recursos para honrar compromissos. O banqueiro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 4 de março, sob suspeita de liderar um grupo que tentava atrapalhar investigações sobre fraudes financeiras. Segundo a Justiça, Vorcaro comandava uma rede de aliados para intimidar testemunhas e monitorar autoridades, configurando uma espécie de “milícia privada” em defesa de interesses econômicos próprios.

Votação no STFO relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da prisão preventiva, seguido pelos ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques, formando a maioria necessária (3 de 5 votos). O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou da sessão. O ministro Gilmar Mendes ainda pode registrar seu voto até sexta-feira da próxima semana (20), mas o resultado já assegura a manutenção da prisão.

O grupo “A Turma”As investigações apontam que Vorcaro liderava o grupo apelidado de “A Turma”, formado por operadores financeiros, ex-policiais e um braço operacional violento. Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam planos de agressão a oponentes e invasão de sistemas sigilosos do Ministério Público, do Judiciário e da Interpol, com o objetivo de ocultar provas de corrupção e lavagem de dinheiro.

No voto, o ministro Mendonça reforçou que o grupo não se tratava de um “mero grupo” de WhatsApp, mas de uma organização coordenada pelo próprio Vorcaro, com líderes e integrantes com histórico de violência. A atuação do grupo incluía ameaças concretas a indivíduos ligados às investigações, o que motivou a decisão de manter o banqueiro preso.

Contexto da decisãoVorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília após a prisão. O ministro Mendonça ressaltou que os indícios fornecidos pela Polícia Federal apontam para uma estrutura particular mantida pelo banqueiro para monitoramento e intimidação de pessoas consideradas inimigas de seus interesses, justificando a necessidade da prisão preventiva.
Fonte: AgBrasil

Gazeta de Varginha

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