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Dono do Banco Master perguntou a Moraes se deveria deixar o Brasil antes da prisão

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura
Dono do Banco Master perguntou a Moraes se deveria deixar o Brasil antes da prisão
Divulgação/Mensagens atribuídas pela Polícia Federal a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, indicam que o banqueiro teria consultado o ministro Alexandre de Moraes sobre o risco de prisão e a possibilidade de deixar o Brasil em novembro de 2025. Segundo o Estadão, dois dias após perguntar se deveria estar fora do país, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo.
Mensagens indicam que dono do Banco Master consultou Moraes antes de ser preso, diz investigação.

Mensagens atribuídas pela Polícia Federal ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, indicam que ele teria consultado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sobre o risco de ser preso e a possibilidade de deixar o Brasil em novembro de 2025. O conteúdo das conversas foi revelado pelo jornal Estadão nesta terça-feira (1º).

Segundo a reportagem, em 15 de novembro, Vorcaro teria perguntado a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Dois dias depois, em 17 de novembro, o banqueiro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular.

De acordo com as informações divulgadas, o voo teria como destinos Malta e, posteriormente, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Para os investigadores, Vorcaro estaria tentando concluir a venda do Banco Master e poderia estar se preparando para deixar o país.

Banqueiro questionou possibilidade de prisão
Na véspera da prisão, em 16 de novembro, Vorcaro teria enviado outra mensagem a Moraes questionando a possibilidade de ser detido.

“Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”, escreveu o banqueiro, segundo o Estadão.

A ordem de prisão preventiva, no entanto, foi assinada no dia seguinte pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, às 15h29.

Ainda em 17 de novembro, Vorcaro teria encaminhado uma nova mensagem ao ministro: “Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

A investigação não identificou eventuais respostas de Moraes. Conforme o Estadão, as conversas eram realizadas em modo de visualização única, por meio de capturas de tela de textos escritos no aplicativo de notas do celular. Dessa forma, somente as imagens enviadas pelo banqueiro permaneceram preservadas.

Moraes e a defesa de Vorcaro foram procurados pelo jornal, mas não comentaram o conteúdo das mensagens.

Conversas teriam começado antes da operação
Segundo a investigação, o contato entre Vorcaro e Moraes teria começado em 4 de novembro de 2025, antes do avanço da Operação Compliance Zero.

Na ocasião, o banqueiro teria perguntado: “Médio a grave seria busca ou quebra de sigilo?”. Em seguida, questionou: “Mas pedido deferido por parte deles? Algo que dê pra bloquear?”.

Em outra troca de mensagens, Vorcaro teria demonstrado preocupação com a possibilidade de medidas cautelares e buscado informações sobre o andamento da investigação.

“Conseguem medida contra agora [?], vai tudo por água abaixo”, escreveu. Na sequência, acrescentou: “Essa minha maior preocupação”.

Caso Banco Master chegou ao STF
A Operação Compliance Zero avançou e resultou na prisão de Vorcaro em novembro de 2025. Ele deixou a prisão em 29 de novembro, após decisão da Justiça Federal.

O banqueiro voltou a ser preso em 4 de março deste ano.
Em dezembro de 2025, o caso chegou ao STF por decisão do ministro Dias Toffoli, depois que a defesa de Vorcaro apresentou um pedido liminar.

Os advogados mencionaram um documento apreendido na residência do banqueiro que fazia referência ao deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA). Segundo a defesa, o material justificaria a análise do caso pela Suprema Corte.

Posteriormente, Toffoli deixou a relatoria, que passou a ser conduzida pelo ministro André Mendonça.

As investigações também apontaram uma suposta relação entre Toffoli e Vorcaro, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
Fonte: BPMoney

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Gazeta de Varginha

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