top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Dupla ação climática: mudança na irrigação corta emissões de metano e basalto espalhado no solo retira carbono de forma permanente por milhares de anos

há 41 minutos
2 min de leitura

Reprodução/ AI
Reprodução/ AI
O Google firmou parceria com a empresa brasileira Terradot para apoiar um projeto climático em mais de 200 mil hectares de lavouras de arroz no Rio Grande do Sul. A iniciativa combina duas estratégias inéditas em escala: reduzir emissões de metano dos arrozais e remover dióxido de carbono da atmosfera de forma permanente. Trata-se do maior projeto de intemperismo acelerado de rochas do mundo, além de ser a primeira ação de grande porte a unir a redução de um gás de impacto imediato à remoção duradoura de carbono.

O Google comprará o equivalente a 1 milhão de toneladas de redução de metano, convertidas em CO₂ equivalente, até 2030 e 1 milhão de toneladas de remoção efetiva de dióxido de carbono até 2040. As duas frentes são verificadas separadamente: a primeira atua no curto prazo, cortando emissões; a segunda retira carbono da atmosfera para armazená-lo por milhares de anos.

Para reduzir o metano, os produtores adotarão o sistema de irrigação "molha e seca alternadas" (AWD) — em vez de manter os campos permanentemente alagados, há períodos de drenagem entre as irrigações. Isso diminui as condições anaeróbicas que favorecem a formação do gás, responsável por cerca de 10% a 12% das emissões globais de metano. O método também reduz o consumo de água e os custos com insumos para o agricultor.

Paralelamente, será espalhada sobre as mesmas lavouras rocha vulcânica moída, principalmente basalto. Ao aumentar a superfície de contato entre o mineral e a água da chuva, acelera-se uma reação natural que retira CO₂ da atmosfera. O carbono removido pode permanecer retido por mais de 10 mil anos, e a aplicação ainda melhora a fertilidade do solo.

O Rio Grande do Sul foi escolhido por reunir solos, clima e proximidade com jazidas de basalto favoráveis. A meta é ampliar a iniciativa para os mais de 1,5 milhão de hectares de arroz do Brasil e, posteriormente, levá-la a outros produtores globais como Índia e Vietnã, com projetos-piloto previstos para 2026 e expansão comercial a partir de 2028. O valor do contrato não foi divulgado, mas acordos anteriores indicam preços acima de US$ 100 por tonelada removida. A parceria também inclui pesquisa conjunta com a Universidade Stanford para comprovar e publicar os resultados científicos.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page