top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Produtos biológicos lideram crescimento da Yara, mas segmento ainda é pequeno; empresa investe em pesquisa e busca parcerias

há 2 horas
2 min de leitura

Reprodução/ IA
Reprodução/ IA
Em estufas e laboratórios de Dülmen, no noroeste da Alemanha — onde fica o maior centro global de pesquisa da Yara, ampliado neste ano —, cientistas testam como microrganismos e bioestimulantes podem fortalecer plantas de café, tomate, cevada e outras culturas sob condições de estresse hídrico e climático. O trabalho concentra-se num dos segmentos que mais cresce dentro da fabricante norueguesa de fertilizantes: os produtos biológicos. Embora o ramo ainda represente uma fatia reduzida da operação mundial, cresce cerca de 10% ao ano, acima das demais áreas da empresa.

O vice-presidente global de Agronomia e P&D da Yara, Luis Torres Dorante, afirmou que o segmento "é muito lucrativo e complementa bem o negócio de nutrição de plantas", mas a expansão será gradual e condicionada à viabilidade econômica e a parcerias estratégicas. A estratégia faz parte de um movimento mais amplo de diversificação do portfólio, que avança além dos fertilizantes minerais tradicionais em direção a bioestimulantes, produtos biológicos vivos e não vivos e tecnologias de biologia molecular.

As novas instalações de Dülmen ampliaram a capacidade da empresa para desenvolver microrganismos, realizar bioformulações e conduzir análises biomoleculares. As prioridades de pesquisa estão organizadas em quatro frentes: soluções de baixo carbono, agricultura sustentável, novos produtos e geração de evidências agronômicas e econômicas. Só em parcerias externas, a Yara prevê investir mais de US$ 6 milhões neste ano, sem contar infraestrutura e equipamentos próprios.

Diferente dos fertilizantes minerais, cujo comportamento é previsível independentemente do local de aplicação, os biológicos respondem de forma variável conforme solo, clima e condições ambientais, explicou Jonas Ruhe, diretor global de P&D em Nutrição de Plantas e Produtos Biológicos. Por isso, a empresa combina pesquisa de campo com análise de grandes volumes de dados para criar recomendações específicas. A estratégia é integrar fertilizantes, biológicos e ferramentas digitais em pacotes completos para o produtor.

O Brasil segue como mercado-chave, segundo Torres Dorante. A Yara desenvolve no país bioestimulantes adaptados às realidades climáticas e de solo locais, com ensaios que já somam 891 observações em 36 culturas entre 2017 e 2025. A empresa prefere crescer organicamente por enquanto, sem aquisições indiscriminadas, mas segue avaliando parcerias que complementem o portfólio. Sobre a transição verde, o executivo reconheceu que ainda não é universalmente rentável: a empresa concentra investimentos onde há retorno econômico e parceiros dispostos a remunerar o diferencial ambiental.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page