Dólar abre em queda a R$ 5,21, enquanto mercado acompanha Ibovespa e indicadores econômicos
há 4 dias
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O dólar comercial abriu os negócios desta segunda-feira (17) cotado a R$ 5,21, depois de registrar cinco sessões consecutivas de alta na semana passada. A moeda norte-americana chegou a R$ 5,25 na máxima da última semana e encerrou a sexta-feira (14) em R$ 5,21, no maior nível desde 30 de março. Na abertura desta segunda, o dólar era negociado a R$ 5,207, com queda de 0,23% em relação ao fechamento anterior.
O movimento ocorre enquanto a Bolsa brasileira tenta interromper uma sequência negativa de nove pregões. Nesse período, o Ibovespa acumulou queda superior a 7%, passando da região dos 178 mil pontos para abaixo dos 167 mil pontos. A retirada de recursos estrangeiros também permanece no radar dos investidores. Em agosto, o saldo líquido entre entradas e saídas de capital estrangeiro da Bolsa já estava negativo em mais de R$ 11 bilhões.
Entre os principais assuntos acompanhados pelo mercado nesta segunda-feira está o IBC-Br, índice calculado pelo Banco Central que funciona como uma prévia da atividade econômica brasileira. O indicador referente a julho é observado pelos investidores porque pode influenciar as expectativas para os juros. Um desempenho positivo pode indicar uma economia ainda aquecida, enquanto uma variação negativa pode apontar perda de ritmo da atividade.
O Boletim Focus, também divulgado pelo Banco Central, está entre os demais indicadores acompanhados nesta sessão. A pesquisa reúne as projeções de agentes do mercado financeiro para variáveis da economia brasileira e apresentou manutenção das expectativas para o IPCA e para a Selic, sinalizando acomodação das previsões em relação ao cenário macroeconômico.
No ambiente corporativo, a recuperação judicial da Casas Bahia também ganhou destaque. A empresa entrou com o pedido na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, envolvendo a própria companhia e outras nove empresas do grupo. O processo tem como objetivo reorganizar as finanças e renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas. O movimento ocorreu após a divulgação de um prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre.
Outra empresa em recuperação judicial, o Grupo Toky, divulgou prejuízo de R$ 232,7 milhões no segundo trimestre. O grupo, que havia solicitado recuperação judicial em maio, registrou Ebitda ajustado negativo de R$ 7,6 milhões no período, revertendo o resultado positivo de R$ 23,1 milhões apresentado um ano antes.
A Petrobras também aparece entre os destaques do mercado. A companhia informou ter encontrado hidrocarbonetos no Poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O poço está a 2.886 metros de profundidade e integra a margem equatorial brasileira. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o Amapá pode ter produção de petróleo em águas profundas nos próximos sete anos.
Com a sequência de quedas do Ibovespa e a valorização do dólar observada na semana anterior, os investidores iniciam a semana atentos aos novos dados sobre a economia brasileira e aos acontecimentos no ambiente corporativo. O desempenho dos indicadores e os movimentos de entrada e saída de capital devem continuar entre os fatores acompanhados pelo mercado financeiro ao longo da sessão.
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