top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Echoenergia avalia participação em leilões de hidrelétricas e defende novas disputas por concessões

há 5 horas
3 min de leitura
Foto: Jonas de Carvalho / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
Foto: Jonas de Carvalho / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)


A Echoenergia, empresa de geração de energia ligada ao grupo Equatorial, estuda participar de futuros leilões de usinas hidrelétricas caso o governo federal decida relicitar concessões que estão vencidas ou próximas do fim. A possibilidade faz parte da estratégia da companhia para diversificar suas atividades, atualmente concentradas na geração de energia eólica e solar.

Em entrevista ao programa Alta Voltagem, o presidente-executivo da empresa, Liu Aquino, afirmou que a companhia pretende analisar as oportunidades caso as concessões sejam submetidas a novas licitações. Para ele, a realização de disputas pode contribuir para diminuir a concentração de ativos hidrelétricos entre poucos grupos empresariais.

“Então, sim, a gente defende que essas concessões vão para a licitação e, certamente, se elas forem para a licitação, a gente vai estar analisando”, afirmou o executivo.

Governo discute o futuro das concessões

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública para discutir as regras que deverão orientar a prorrogação ou a relicitação de concessões de usinas hidrelétricas vencidas ou próximas do vencimento. A decisão sobre o modelo a ser adotado poderá influenciar a entrada de novos participantes e a redistribuição desses ativos no setor elétrico.

O posicionamento da Echoenergia indica interesse em avaliar as usinas, mas uma eventual participação nos certames dependerá da escolha do governo e da análise das condições de cada oportunidade.

Aquino também destacou a importância das hidrelétricas para a operação do sistema elétrico brasileiro. A capacidade de modular a geração permite ajustar a produção conforme as necessidades de consumo. Nos empreendimentos com reservatórios, a água pode ser armazenada para que a eletricidade seja produzida em períodos de maior demanda, complementando fontes como a solar e a eólica, cuja geração varia de acordo com as condições climáticas.

Essa flexibilidade, contudo, depende da disponibilidade de água e das limitações operacionais e de uso dos recursos hídricos.

Concentração de mercado está no centro do debate

Na avaliação do CEO da Echoenergia, uma parcela expressiva dos ativos hidrelétricos brasileiros está concentrada nas mãos de poucos grupos. Segundo os dados apresentados na reportagem, a Axia é a maior geradora hidrelétrica do país, com cerca de 44 gigawatts (GW) de capacidade instalada. Na sequência aparecem a Engie, com 10,7 GW; a Auren, com 8,9 GW; e a Copel, com 7,3 GW.

Para Aquino, a presença de poucos operadores no segmento reforça a necessidade de abrir espaço para novos concorrentes. Ele ressaltou que as hidrelétricas têm papel importante no fornecimento de energia, especialmente nos submercados Sul e Sudeste.

A realização de novos leilões, segundo o executivo, poderia ampliar a concorrência e gerar recursos para o poder público. Esses valores, na avaliação da empresa, poderiam contribuir para a modicidade tarifária — conceito relacionado à busca por tarifas de energia mais acessíveis aos consumidores.

O efeito real sobre a concentração, porém, dependerá das regras dos certames e de quais empresas vencerem as disputas. Embora os leilões possam permitir a entrada de novos operadores, também existe a possibilidade de que os ativos sejam adquiridos por grupos que já possuem grandes carteiras de geração.

Copel e Axia também defendem leilões; Engie prefere prorrogação

A posição da Echoenergia se aproxima da defendida pela Copel e pela Axia, que veem a concorrência como uma forma de avaliar o valor das concessões e comparar as expectativas dos investidores sobre os preços da energia, os custos e os investimentos necessários nas usinas. A Copel também já manifestou interesse em participar de eventuais leilões.

As duas empresas tiveram concessões prorrogadas no contexto de seus processos de privatização. A Engie, por sua vez, defende a renovação de contratos vinculada a investimentos nas usinas.

Um dos casos em discussão é o da hidrelétrica de Salto Santiago, no Paraná. A Engie argumenta que uma definição antecipada sobre a concessão permitiria acelerar investimentos destinados a ampliar a potência da usina.

O debate sobre prorrogar contratos ou realizar novas licitações, portanto, envolve diferentes estratégias empresariais e modelos para administrar os ativos do setor elétrico. A decisão do governo poderá definir as condições de concorrência e as oportunidades de expansão para empresas interessadas em ampliar sua presença na geração hidrelétrica.

Comentários


bottom of page