Em recuperação judicial, Casas Bahia reforça segurança de executivos com escolta armada
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Divulgação/Em meio à recuperação judicial, a Casas Bahia passou a contratar escolta armada para executivos das áreas financeira e jurídica e integrantes da presidência após um episódio de intimidação. A empresa enfrenta R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas ao processo e anunciou o fechamento de 298 lojas e cerca de 3 mil demissões.
Casas Bahia contrata escolta armada para executivos após episódio de intimidação.
A Casas Bahia passou a contratar escolta armada para integrantes da presidência e executivos das áreas financeira e jurídica da companhia após um episódio de intimidação atribuído a uma gestora que é credora da empresa. A informação foi divulgada pelo Valor Econômico nesta segunda-feira (24).
A medida ocorre em meio ao processo de recuperação judicial enfrentado pela varejista. Em 16 de agosto, o Grupo Casas Bahia apresentou à Justiça de São Paulo um pedido de recuperação judicial envolvendo aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas.
O processo inclui dez empresas do grupo e tem como objetivo permitir a reorganização dos débitos e a negociação com os credores, enquanto a companhia mantém suas atividades.
Segundo a empresa, a deterioração financeira foi influenciada por fatores como juros elevados, restrição de crédito, aumento das despesas financeiras e pressão sobre o consumo.
Dívidas chegam a R$ 17,3 bilhões
Entre os principais credores relacionados no processo estão o Banco Digio, com R$ 3,28 bilhões, o Banco do Brasil, com R$ 2,99 bilhões, e a Zurich Seguros, com R$ 1,98 bilhão.
Também aparecem na lista empresas fornecedoras de produtos comercializados pela varejista, entre elas Samsung, Electrolux e LG.
A maior parte das dívidas submetidas à recuperação judicial corresponde a créditos sem garantia real, que somam aproximadamente R$ 16,7 bilhões.
Além desse valor, o grupo possui cerca de R$ 10,99 bilhões em dívidas extraconcursais, que não estão sujeitas ao plano de recuperação judicial.
A recuperação judicial permite que empresas em dificuldades financeiras negociem seus débitos sob supervisão da Justiça, buscando reorganizar as finanças e preservar as operações.
Companhia fecha lojas e reduz quadro de funcionários
Como parte das medidas para reduzir despesas, a Casas Bahia também vem diminuindo sua estrutura física e o número de funcionários.
Nos últimos dias, a varejista fechou 298 lojas e informou a demissão de aproximadamente 3 mil trabalhadores.
A companhia também busca alternativas para reforçar a liquidez e reorganizar os passivos durante o processo de recuperação judicial.
A contratação de escolta para executivos ocorre paralelamente às negociações com os credores e às demais medidas adotadas pela empresa para enfrentar a atual situação financeira.
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