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Endividamento e juros altos derrubam confiança do consumidor em agosto

  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura
Endividamento e juros altos derrubam confiança do consumidor em agosto
Divulgação/A confiança do consumidor brasileiro caiu pelo quarto mês consecutivo em agosto, segundo a FGV. O índice recuou 3,6 pontos, para 84,7, influenciado pela piora nas expectativas, pelo endividamento das famílias e pelas taxas de juros elevadas.
Confiança do consumidor cai pelo quarto mês seguido e atinge menor nível desde 2022.

A confiança dos consumidores brasileiros voltou a recuar em agosto e atingiu o menor patamar desde o fim de 2022, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,6 pontos no mês e chegou a 84,7 pontos. Essa foi a quarta queda consecutiva do indicador. Em novembro de 2022, o índice estava em 83,5 pontos.

O resultado indica uma piora na percepção das famílias sobre a economia, tanto em relação ao cenário atual quanto às expectativas para os próximos meses.

Segundo Anna Carolina Gouveia, da FGV, a sequência de quedas mostra uma deterioração do humor dos consumidores, principalmente diante das perspectivas para o futuro e da avaliação sobre o momento presente.

Expectativas têm queda mais intensa
Os dois componentes que formam o ICC apresentaram retração em agosto.

O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção dos consumidores sobre o momento presente, caiu 0,6 ponto e ficou em 83,8 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE), que avalia a percepção para os próximos meses, teve uma queda mais significativa, de 5,4 pontos, encerrando agosto em 86,1 pontos.

A piora na confiança ocorreu de maneira semelhante entre as diferentes faixas de renda, sem concentração em um grupo específico de consumidores.

Endividamento e juros pressionam famílias
De acordo com a FGV, um dos principais fatores por trás do resultado é a combinação de endividamento elevado, inadimplência e taxas de juros altas.

O levantamento também identificou uma forte redução na intenção de compra de bens duráveis e uma piora na percepção das famílias sobre sua situação financeira futura.

O cenário indica que os consumidores estão mais cautelosos diante das condições financeiras e tendem a reduzir ou adiar compras de maior valor.

Consumo pode desacelerar no segundo semestre
A queda da confiança ocorre mesmo em um cenário de mercado de trabalho considerado forte. Ainda assim, a situação financeira das famílias pode limitar o ritmo de consumo.

Com consumidores mais endividados e juros elevados, a expectativa é de desaceleração do consumo das famílias no segundo semestre de 2026.

O comportamento da confiança dos consumidores é acompanhado de perto porque pode influenciar decisões de compra e, consequentemente, o desempenho da atividade econômica.
Fonte: BPMoney

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Gazeta de Varginha

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