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Empresário corintiano vai a júri por morte da esposa palmeirense com oito facadas após discussão sobre futebol

  • há 17 minutos
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal


O empresário Leonardo Souza Ceschini, de 34 anos, será julgado nesta segunda-feira (31) pelo Tribunal do Júri, em São Paulo, acusado de matar a esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini, também de 34 anos, com oito facadas após uma discussão relacionada a futebol. O julgamento está marcado para começar às 12h30, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista.

O crime aconteceu em 31 de janeiro de 2021, no apartamento onde o casal morava, na região da Vila Mangalot, na Zona Noroeste de São Paulo. Leonardo é corintiano, enquanto Érica torcia pelo Palmeiras. Segundo o processo, a discussão ocorreu após a final da Copa Libertadores, quando o Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0 e conquistou o título.

Érica foi atingida por oito golpes de faca. De acordo com informações do caso, os filhos gêmeos do casal, que tinham cerca de dois anos na época, estavam no apartamento e presenciaram o assassinato. Um laudo psicológico apontou que as crianças viram o crime. Atualmente, os dois estão sob a guarda da avó materna.

Leonardo responde em liberdade por homicídio doloso qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel. A Justiça determinou que ele fosse submetido ao Tribunal do Júri em fevereiro de 2024, após o Ministério Público de São Paulo apresentar a denúncia em julho de 2021. Naquele mesmo mês, a Justiça aceitou a acusação e o empresário passou à condição de réu.

Após o crime, Leonardo chegou a ser preso em flagrante, mas foi colocado em liberdade em fevereiro de 2021 por decisão judicial. Segundo informações do processo, ele confessou ter matado Érica, mas afirmou que teria agido para se defender. A defesa sustenta a versão de legítima defesa e afirma que o empresário também havia sido ferido por golpes de faca durante o episódio.

Na ocasião, Leonardo relatou à polícia que o casal tinha desavenças relacionadas ao fato de torcer por times diferentes. Segundo a versão apresentada por ele, Érica o teria ferido com uma faca e, depois, ele conseguiu tomar o objeto e desferiu golpes contra ela. A vítima recebeu três facadas no peito, quatro nas costas e uma em uma das pernas.

Vizinhos acionaram a Polícia Militar depois de ouvirem gritos vindos do apartamento. Érica foi encontrada morta e ensanguentada no chão da cozinha, enquanto Leonardo também estava ferido. Inicialmente, ele apresentou uma versão segundo a qual a mulher teria cometido suicídio, mas posteriormente confessou o assassinato.

Para o Ministério Público, o crime teve como motivo uma discussão familiar relacionada à rivalidade esportiva e foi cometido com meio cruel em razão dos diversos golpes de faca. A irmã de Érica, Aline Oliveira, afirmou esperar que o júri reconheça a gravidade do caso e faça justiça pela vítima. A defesa de Leonardo, por sua vez, sustenta que ele agiu em legítima defesa.

O julgamento será realizado por um Tribunal do Júri, formado por sete jurados, que deverão decidir pela condenação ou absolvição do réu. Leonardo não é obrigado a comparecer à sessão por responder ao processo em liberdade, e eventual ausência não impede a realização do julgamento.

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Gazeta de Varginha

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